sexta-feira, 12 de novembro de 2010

POEMA PARA DEUS


Um dia, a alma desperta e se encanta com a manhã que se espreguiça no horizonte.

Sente-se como que a pairar acima e além da escala humana.

Então, se recorda ser filha de um Pai amoroso e bom. Recorda de um Criador que a tudo para todos provê.

E plena de gratidão, extravasa em versos sua alma:

Deus, Inteligência das inteligências, Causa das causas, Lei das leis, Princípio dos princípios, Razão das razões, Consciência das consciências.

Bem tinha razão Isaac Newton ao descobrir-se, toda vez que pronunciava Vosso nome.

Deus, Pai bondoso, eu Vos encontro na natureza, Vossa filha e nossa mãe.

Eu Vos reconheço, Senhor, na poesia da criação, no vento que dedilha harmonias na cabeleira das árvores.

Nas cores que se apresentam tão diversificadas em matizes e gradações.

Nas águas que rolam, silentes, em córregos minúsculos, nas cachoeiras que se lançam, ruidosas, de alturas consideráveis, no verdor da grama que atapeta o jardim e as praças.

Reconheço-Vos, Pai, na flor dos jardins e pomares, na relva dos vales, no matiz dos campos, na brisa dos prados.

Senhor, eu Vos encontro no perfume das campinas, no murmúrio das fontes, no rumorejo das menores ramificações das copas das árvores.

Também Vos descubro na música dos bosques, na placidez dos lagos, na altivez dos montes, na amplidão dos oceanos, na majestade do firmamento.

Eu Vos vejo, Senhor, na criança que sorri, brinca, pula e distribui alegrias, provocando risos.

Eu Vos reconheço, Pai, no ancião que anda lento, que tropeça. Mas, sobretudo, na inteligência que ele revela, resultado de suas experiências bem vividas.

Eu Vos descubro no mendigo que implora, na mão que assiste, na mãe que vela, no pai que instrui, no Apóstolo que evangeliza.

Deus! Reconheço-Vos no amor da esposa, no afeto do filho, na estima da irmã, na misericórdia indulgente.

E Vos encontro, Senhor, na fé do que a tem, na esperança dos povos, na caridade dos bons, na inteireza dos íntegros.

Reconheço-Vos, Senhor, na inspiração do poeta, na eloquência do orador, na criatividade do artista.

Também Vos encontro na sabedoria do filósofo, na intelectualidade do estudioso, nos fogos do gênio!

E estais ainda nas auroras polares, no argênteo da lua, no brilho do sol, na fulgência das estrelas, no fulgor das constelações.

Deus! Reconheço-Vos na formação das nebulosas, na origem dos mundos, na gênese dos sóis, no berço das humanidades, na maravilha, no esplendor, no sublime do Infinito!

Por fim, entendo, com Jesus, quando ora:

Pai nosso, que estais nos céus...

Ou com os anjos quando cantam: Glória a Deus nas alturas...



Redação do Momento Espírita, com base em poema de Eurípedes Barsanulfo, do livro O homem e a missão, de Corina Novelino, ed. Ide.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A PROVA DO CONQUISTADOR


Sempre antes de realizar um sonho, a Alma do Mundo resolve testar tudo aquilo que foi aprendido durante a caminhada. Ela faz isto não porque seja má, mas para que possamos, junto com o nosso sonho, conquistar também as lições que aprendemos seguindo em direção a ele. É o momento em que a maior parte das pessoas desiste. É o que chamamos, em linguagem do deserto, de “morrer de sede quando as tamareiras já apareceram no horizonte”. Confie em seu coração, mas não se esqueça de que você está no deserto. Ninguém deixa de sofrer as conseqüências de cada coisa que se passa debaixo do sol. Uma busca começa sempre com a Sorte de Principiante. E termina sempre com a Prova do Conquistador.

sábado, 25 de setembro de 2010

LAR DE DANIEL CRISTOVÃO



Quem somos?

O Lar de Daniel Cristóvão é um Centro de Atendimento às pessoas com deficiência e suas familías. Desenvolvemos atividades terapêuticas, educacionais, esportivas e sociais, visando a proteção, prevenção, promoção e a inclusão deste público, para uma melhor qualidade de vida.



O que nos motiva?
Somos motivados pelo desejo de proporcionar equidade de direitos às pessoas com deficiência e socialmente excluídas. Torná-las cidadãos independentes e autônomos, atuantes na sociedade.


Quem é a pessoa com deficiência
A pessoa com deficiência é toda aquela que apresenta alguma limitação seja esta física, mental, sensorial ou múltipla causando incapacidade na pessoa para o exercício normal da vida, gerando também dificuldade de inserção social.

Qual é a nossa missão?
Possibilitar a igualdade de oportunidade às pessoas com deficiências, respeitando as suas peculiaridades.



Como começamos?
Fundado em 25 de Março de 1968 como um abrigo para crianças e adolescentes, a instituição encerrou suas atividades em 2001 depois de denúncias de neglicência, maus-tratos e situação de abandono. Seus usuários foram transferidos para outras unidades de atendimento.

Devido a experiências bem sucedidas como presidente do Casa Lar Aura Celeste, Elena de Fátima foi convidada pela 1º Vara da Infância, da Juventude e do Idoso a presidir a instituição.

Através de pesquisa, Elena observou que no local havia um quantidade significativa de deficientes e também um público necessitado de atendimento multidisciplinar. Solicitou então aos orgãos competentes a reabertura do Lar em 2003 como Centro de Atendimento às Pessoas com Deficiência e sua família


Quem foi Daniel Cristóvão?
Militar, cristão de coração, participou da 2º Guerra Mundial no posto de Capitão, na segunda expedição de tropas, para lutar na Itália.

Chegando à Itália, ficou com a tarefa de alimentar as tropas mas começou a alimentar também os pobres e famintos adversários.

Graças a isto, foi advertido várias vezes, sendo ameaçado de ir a Corte Marcial. Daniel alegou que preferia ir a julgamento do que deixar aquela gente morrer de fome.

Depois disso, procurou o padre de uma igreja próxima ao regimento e combinou de mandar comida para distribuir aos pobres.

Assim cumpria com a máxima do Cristo: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo".


Somos Transparentes
Organização

•Lar de Daniel Cristóvão
Endereço (sede)

•Rua Joaquim Ferreira, nº 11, Jardim Sulacap - CEP 21741.290 - Rio de Janeiro, RJ
Telefone

•55 (21) 3016.6179
Fax

•55 (21) 3357.5012
CNPJ

•33.934.886/0001-08
Registro

•CMAS - 0176/99
•CMDCA - 04/038/246
Elena de Fátima Martins da Silva

•Presidente da Associação
Área de atuação

•Urbano
Abrangência Geográfica

•Local, área da 8º CAS
Segmento Social

Nossas Atividades
Nos diversos campos de atuação, prestamos assistência social, terapêutica, educacional e esportiva à crianças, adolescentes e adultos com deficiência, possibilitando uma maior independência e autonomia em seu cotidiano.

O tempo e as reações são muito diferentes nestes pacientes. Isso aumenta a noção de respeito a limitação e individualidade de cada paciente.

Acesse nossas fotos


Programa de Atendimento Terapêutico

Com o objetivo de promover a reabilitação dos nossos usuários, constitui-se dos setores: Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia, Terapia Ocupacional, Musicoterapia, Odontologia, Psicomotricidade, Terapia Holística(auriculoterapia, acupuntura, shiatsu) e Arteterapia.

Programa de Atendimento Educacional e Esportivo

Objetivando fortalecer o aprendizado através do atendimento pedagógico de caráter não formal, constitui-se dos setores: Pedagogia, Educação Física, Informática, Dança e Capoeira.

Programa de Assistência Social

Orienta os responsáveis através da identificação de recursos de defesa e exercício dos direitos sociais, civis e políticos. Realiza:

•Reuniões dos responsáveis com os profissionais
•Orientações individuais e em grupo
•Dinâmicas de grupo
•Palestras


Junte-se a nós
Existem diversas maneiras de lutarmos juntos por um mundo melhor:

•Doações
•Voluntariado
•Parcerias
Doações

Alimentos, leite, fraudas, material de higiene, papelaria ou pessoal e dinheiro. Basta ligar para 3357.9619 ou 3016.6179 para saber como fazer.

Voluntariado

São diversas as áreas que aguardam por sua ajuda: serviços gerais, cozinha, pedagogia, educação física, informática, dança, capoeira, fisioterapia, psicopedagogia, fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, musicoterapia, odontologia, psicomotricidade, terapia holística, arteterapia, hortoterapia, contábil.

Parcerias

São diversos os nossos parceiros e fundamentais para a realização de nossos trabalhos. Seja qual for a sua área de atuação, estamos livres para conversarmos para saber como podemos trabalhar em cooperação. Reservamos uma área exclusiva em nosso site para vocês - Nossos Parceiros.



Exclusão, ainda uma realidade
A realidade da sociedade brasileira ainda se caracteriza pela exclusão e segregação social dos que estão a margem de um certo padrão.

Na região onde o LDC está localizado não existem muitos serviços adequados às pessoas com deficiências na área da saúde, educacional, transporte e lazer. Poucas instituições trabalham com esse tipo de público.

Os nossos atendidos são predominantemente de classes pobres, apresentando nenhuma ou pouca escolaridade. Habitam locais carentes de saneamento, transporte e outros bens sociais, residindo na companhia da mãe, irmãos ou com histórico de abandono dos pais em sua trajetória de vida.

Suas famílias sobrevivem com benefícios, sejam eles previdenciários, de terceiros, de instituições ou através de trabalhos informais.

Na luta contra a exclusão, alguns dos nossos números mostram nossos esforços e motivação para realizar cada vez mais:

•2003: 76 atendidos
•2004: 100 atendidos
•2005: 140 atendidos
•2006: 140 atendidos
•2007: 161 atendidos
•2008: 180 atendidos
•2009: 185 atendidos




quinta-feira, 24 de junho de 2010

Lar Fabiano de Cristo


Institucional » O que é o Lar Fabiano de Cristo?

O Trabalho do Lar Fabiano de Cristo é fruto de um longo processo de amadurecimento, por meio do qual aperfeiçoa continuamente sua visão e técnica dos processos de inclusão social.

Ao longo desse processo, adquiriu ampla experiência em diversos aspectos da promoção humana, que representa um marco diferencial dentro da assistência social no Brasil.

Veja também:

Assistência Social
Site Oficial
Biografia de Fabiano de Cristo

Atuação
O Lar Fabiano de Cristo atua no sentido de amparar a família em extrema pobreza, mobilizando-a para o fortalecimento dos vínculos de integração criança-família-sociedade, tendo em vista os princípios de que “a vida em família é a mais alta expressão de civilização” e que “nenhuma criança deverá ser retirada do lar apenas por motivo de pobreza”.

O Lar Fabiano de Cristo disponibiliza às famílias co-participantes orientação em valores universais para educação do ser integral. Não confere às suas atividades de promoção social, sob nenhuma forma ou pretexto, caráter religioso, disseminador de credo, culto, prática e visão devocional e confessional.

Estratégias e Ações
Dar sustentabilidade aos programas e projetos sociais.

Missão
Promover integralmente famílias em situação de exclusão social, através do enfrentamento das causas que produzem as situações de miséria material, social, moral e espiritual, contribuindo para o seu equilíbrio.

Visão - 2010
Até 2010, o Lar Fabiano de Cristo pretende tornar-se referência nacional na atividade de promoção integral de famílias em situação de miséria.

Amazonas
UPI Joanna de Ângelis

Alagoas
UPI Noemi

Bahia
UPI Cordialidade
UPI Eugênia
UPI Rachel

Ceará
UPI Fernando Melo
UPI Maria Alice
UPI Virgínia Smith

Distrito
UPI Abigail
UPI Estêvão
UPI Lívia Goiás
UPI Professor Pastorino

Espírito Santo
UPI Leonor dos Passos
UPI Mustafá

Minas Gerais
UPI Alimiro
UPI André Luiz
UPI Fraternidade
UPI Hercílio
UPI Irmã Germana
UPI Irmão Palminha
UPI Recanto do Caminho

Pará
UPI José Paraíba
UPI Odin de Araújo
Pólo Cidade Cristã

Paraná
UPI Joana D'arc

Pernambuco
UPI Rodolfo Aureliano
Pólo de Cáritas

Rio de Janeiro
UPI Eliseu Siqueira
UPI Francisco de Assis
UPI Francisco Lamego
UPI Iracema
UPI Lísias - (Pólo Júlio Forain)
UPI Mãe Marocas
UPI Renato
UPI Suzana Wesley
UPI Valentina Figueiredo Rio Grande do Norte
UPI Clara de Assis

Rio Grande do Sul
UPI Bom Samaritano

Santa Catarina
UPI Arnaldo S. Thiago
UPI Rodolpho Bosco

São Paulo
UPI Cirilo
UPI Tiradentes
UPI Justina

Sergipe
UPI Basílio Peralva
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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Casa do Bem



A Casa do Bem é uma organização não governamental funcionando na cidade do Natal, capital do Rio Grande do Norte, no Brasil, que tem como objetivo ocupar jovens em situação de risco com atividades culturais, esportivas, educativas e sociais, desenvolvendo ainda diversos projetos para adolescentes, idosos e, ajudando ainda, com distribuição de alimentos, cursos, palestras e incentivado a sociedade a doar objetos, alimentos, roupas e utensílios domésticos para as pessoas carentes.

Atualmente mais de 30 projetos estão em andamento e, em sua sede social na Rua João XXIII, nº. 1719, em Mãe Luiza, atividades diversas podem ser feitas através de voluntários, tudo sem cobrança de taxas e sem interferência política e nem religiosa.

Com o lema "Fazer o bem sem olhar a quem", a Casa do Bem, atende pelo fone (84) 3202-3441 e tem como presidente o escritor, jornalista e ativista social Flávio Rezende.

A Casa do Bem é de utilidade pública municipal, estadual, legalizada em todos os sentidos, possuindo ainda aval do Conselho Municipal de Assistência Social, além de fazer parte do programa Cidadão Nota 10 do Governo do Estado do RN.


A Casa do Bem desenvolve diversas ações e você pode ajudar doando roupas, calçados, utensílios domésticos, objetos, colchões, alimentos não perecíveis, redes, como também depositar dinheiro na conta da CASA DO BEM, Banco do Brasil, agência 1668-3 - conta nº 26847-X, com as doações podendo ser entregues na rede de postos São Luiz, especialmente o da Via Costeira, ou na casa do escritor Flávio Rezende, na rua João XXIII, 1709 - próximo ao Rarus Motel, solicitando ainda recolhimento pelo fone 3202-3441.


Aceitamos qualquer doação, pois para tudo temos um direcionamento.


Surfistas do Bem: projeto que ensina a prática do surf, bodyboarding na praia de Miami Beach, em Areia Preta e oferece aula de valores humanos, canto, inglês e muitas outras atividades a 60 jovens do bairro de Mãe Luiza, sendo coordenado pelos voluntários Francisco Ventura, Nelino, Éder e Ivanildo.

- Grupo de Dança Ritmo Bom – projeto que ensina dança e balé para 65 jovens do bairro de Mãe Luiza e Rocas, com apresentações diversas em vários palcos de Natal, sendo coordenado pelo bailarino Heberth Gleydson. O projeto também oferece aula de inglês e outras oportunidades para as jovens.

- Capoeira do Bem – Mãe Luiza e Ponta Negra – A Casa do Bem tem dois grupos de capoeira, o de Mãe Luiza tendo como instrutor Petinha e, o de Ponta Negra, com Marílio. Ao todo os dois grupos atendem a 80 crianças que tem outras atividades eventuais.

- Escolinha de Futebol da Casa do Bem – o projeto é coordenado pelos voluntários Taio e Dalua, ensinando a prática do futebol para cerca de 40 jovens de Mãe Luiza, que participam de campeonatos, torneios e aprendem a arte do futebol num campo de praia e no Centro Esportivo do bairro.

- Casa do Bem Futebol Clube – Time de futebol da Casa do Bem, participa de dois campeonatos e serve para congregar amigos do Barro Duro além de divertir e ocupar adultos trabalhadores. Tem em seu comando Bedeu e Didi.

- Cultura do Bem – o projeto Cultura do Bem leva mensalmente jovens e idosos ligados ou não à Casa do Bem para um tour pelos principais pontos culturais e turísticos do Rio Grande do Norte. Os participantes vão acompanhados por guias de turismo e o projeto oferece ainda alimentação.

- Hotel do Bem – o projeto leva mensalmente jovens carentes para um dia de lazer e de aprendizado nos hotéis e pousadas de Natal, com aula sobre as atividades num equipamento deste tipo, o que faz a camareira, o gerente, o recepcionista e acesso as piscinas, culminando com almoço.

- Futebol do Bem – o projeto leva jovens carentes para campos de futebol, dando direito a entrada em campo, autógrafo dos ídolos, assistência privilegiada em cadeiras especiais e lanche. Dentro do Futebol do Bem tem o ABC do Bem e o América do Bem, principais times do futebol potiguar.

- Visita do Bem – o projeto ajuda mensalmente uma ou mais famílias carentes com as doações que são repassadas para a Casa do Bem. As famílias recebem alimentos, roupas, objetos decorativos, utilitários do ar e alguma ajuda financeira, quando tem.

- Natal do Bem – projeto realizado anualmente por ocasião das festividades natalinas, levando para jovens carentes uma festa, presentes, passeios e repassando doações diversas. Cada ano tem um formato diferente.

- Ciclo Natalino do Bem – os jovens do Coral Infantil da Casa do Bem percorrem vários pontos da cidade do Natal cantando abertamente para todos. O Ciclo Natalino do Bem tem o objetivo de tornar a festa de Natal mais feliz para os jovens do coral e abrilhantar mais ainda o clima natalino em Natal. A coordenação é de Cristina Nagahama.

- Coral Infantil da Casa do Bem – projeto coordenado por Cristina Nagahama oferece aos jovens aulas de canto e a oportunidade de integração através de uma formação musical que tem apresentação garantida em vários palcos da cidade e no Ciclo Natalino do Bem. Beneficia cerca de 30 jovens de Mãe Luiza.

- Grupo Vocal Casa do Bem – formação sob coordenação de Cristina Nagahama, com objetivo de oferecer ao planeta um repertório voltado para os valores humanos. Vem se apresentando em eventos diversos com a proposta de difundir a cultura da paz.

- Liberdade aos Passarinhos – trabalho feito pelo presidente da Casa do Bem, Flávio Rezende e voluntários, no sentido de conscientizar os jovens de Mãe Luiza sobre a importância da liberdade que os passarinhos gostam de ter.

- Parcerias do Bem – a Casa do Bem tem diversas parcerias com o objetivo de levar pessoas carentes de Mãe Luiza para academias de tênis, ginástica, musculação, escolas de dança, consultórios médicos e clínicas, sempre com o objetivo de tornar a vida de todos mais feliz.

- Letras e Imagens do Bem – livro publicado anualmente com a colaboração de escritores, jornalistas e voluntários em geral, com os artigos tendo como objetivo proporcionar uma leitura prazerosa e que torne as pessoas mais felizes. Outras partem do livro contém textos de Flávio Rezende e um resumo dos projetos humanitários da Casa do Bem.

- Show Diga Sim ao Bem – show anual da Casa do Bem com apresentação dos diversos projetos, com portões abertos e o público indo em transporte gratuito. Coordenado por Heberth Gleydson, envolve várias crianças ligadas aos demais projetos da Casa do Bem.

- Luau do Bem – Acontece eventualmente por causa do período de chuvas, levando os jovens de Mãe Luiza para uma noite de lazer e cultura na praia de Miami, em Areia Preta, com apresentação de DJ, mesa de frutas e diversão com os capoeiristas, jogos de futebol de praia, os surfistas caem no mar e todos ficam felizes sob os raios benfazejos da lua cheia.

- Cestas Básicas do Bem – Distribuição de alimentos adquiridos através de eventos, doações diversas e penas alternativas. Os alimentos são entregues para famílias carentes ou jovens ligados aos projetos da Casa do Bem. As doações podem ser deixadas na rede de postos São Luiz ou na Casa do Bem.

- Cursinho Cidadão – Oferece aula com professores voluntários para jovens que vão prestar o concurso Vestibular e o Enem, tem o apoio do Shopping Cidade Jardim, juiz Fábio Holanda, empresário Fernando Bezerra e em 2010 as aulas são na escola pública Dinarte Mariz, que entra como parceira da Casa do Bem e da Igreja Batista do Farol. A coordenação é de J.Gilderlei e Chiquinho Gomes.

- Torneio de Futebol de Praia do Bem – Organizado por Chichito, acontece o ano todo na praia de Miami, em Areia Preta, movimentando mais de 20 times de adultos. A Casa do Bem participa com seu time Casa do Bem Futebol Clube e ajuda o evento acontecer.

- Reforma do Bem – Promove em parceria com empresas, pequenas reformas em casas, principalmente de banheiros, telhados e pisos.

- Caminhada do Bem – Leva os jovens para caminhadas com o objetivo de estimular o preparo físico e a contemplação da natureza.

- Dia das Mães do Bem – Eventos diversos programados no Dia das Mães, cada ano tem um formato diferente com entrega de presentes, passeios e homenagens.

- Canto do Bem – Oferece aulas de canto para jovens da Casa do Bem com patrocínio da banda Cavaleiros do Forró, através do seu proprietário Alex Padang.

- Site do Bem – Site da Casa do Bem gentilmente ofertado pela Maxmeio, serve como instrumento de divulgação e de contato entre a Casa do Bem e futuros voluntários. WWW.casadobem.org.br

19/06/2010 - Inauguração da Casa do Bem
Está chegando a hora!!! Dia 15 de julho a nossa querida Casa do Bem será inaugurada!!! Para maiores informações falar com Flávio Rezende (9902-0092).

19/06/2010 - Cultura do Bem
No sábado, dia 26 de junho, acontecerá mais uma edição do projeto Cultura do Bem, onde levaremos as crianças ao \"Aquário Natal\". Quem quiser mais informações, ligar para Flávio Rezende no 9902-0092.

08/06/2010 - Hotel do Bem no Vila do Mar

Dia 8 de junho - Hotel do Bem no Vila do Mar. Quer participar - envie e-mail para acasadobem@gmail.com

A Ecologia à Luz do Espiritismo


A Ecologia à luz do Espiritismo
Izabel Gurgel

I - INTRODUÇÃO
A partir do momento da criação do mundo passaram-se muitos milhões de anos até que a configuração do planeta Terra assumisse a forma que nós conhecemos hoje.

Isso já deixa antever que a Criação não permite que a Natureza dê saltos , o que dificultaria, desta maneira, a evolução lenta e progressiva pela qual passaram os diferentes seres dos diferentes reinos que estão neste planeta, não só no que diz respeito à crosta terrestre propriamente dita, bem como tudo aquilo que compõe o quadro natural , além das interelações intrínsecas, entre a camada gasosa que envolve a terra , conhecida como atmosfera e, este mesmo planeta.

Em nossos dias, o desenvolvimento científico e tecnológico, nos permite saber que esta configuração não foi e nem é definitiva e mais, que ela está em constante modificação, ao longo do tempo e do espaço, segundo uma dinâmica própria em consonância com o planejamento dos Arquitetos Siderais, em função do equilíbrio cósmico.

A Natureza como um todo, e todo o Cosmos, segue o seu curso evolutivo e, esse ambiente do planeta Terra que foi destinado ao Homem para que nele desenvolvesse também o seu caminho lento e progressivo de evolução, em equilíbrio com tudo aquilo que está à sua volta, e sobretudo , com a grave responsabilidade de conviver pacífica e harmoniosamente com seus semelhantes e com este ambiente que o cerca.

Hoje em dia , neste final de século, em que o clamor de boa parte da humanidade ainda se volta para a saúde e o pulsar do planeta, verificamos que a espécie Homo sapiens , da qual o homem é o seu representante de topo, esta longe o bastante para que se possa dizer que este mesmo homem procurou conservar o seu patrimônio natural que lhe foi posto à disposição para os anos a seguir.

Por outro lado, pelo menos desde que os profetas, avatares e principalmente Jesus, vieram trazer os ensinamentos necessários para conduzir a mente do homem também para as coisas do Pai , desde Moisés que ,muito tempo antes da vinda de Jesus , mesmo que ainda predominasse a Lei de talião, do “Olho por Olho e Dente por Dente”, que vem a Humanidade sendo preparada para se colocar numa posição hominal, não só em relação à sua estatura bípede (a qual já a possuía há muitos tempo), mas sobretudo em relação à elevação de seus pensamentos para Deus e para as coisas do Espírito, através do Amor Crístico Universal.

Jesus, quando de sua descida à Terra, estabeleceu a Escola Iniciática na Doutrina do Amor , tendo dito que trazia um único Mandamento : “ Amem a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos”, pela caridade, pela fraternidade , pelo amor ilimitado e que só assim o Reino de Deus estaria com suas portas abertas para todos aqueles que, desta forma, passassem a conduzir suas vidas, sendo esta a grande orientação deixada por Ele para toda a humanidade.

Ao findar o Segundo Milênio, vê-se que o homem pouco apreendeu, ou sequer colocou em prática tais ensinamentos representados por essa grande síntese proposta por Jesus. E se não foi capaz de amar a seu Deus, como teria sido capaz de amar a si próprio e ao próximo como a si mesmo?

Considerando que ele próprio vem permitindo degradar sua matéria pelo uso abusivo dos prazeres da matéria e as ilusões que só as artificialidades da personalidade, de seu Ego super dimensionado trazem para si, pode-se imaginar os danos que este mesmo Ser humano vem causando ao ambiente natural que o cerca.

II- O QUE É ECOLOGIA?
Antes de continuarmos, devemos saber qual o significado do termo Ecologia:

oikos , em grego, quer dizer “casa”, “lugar onde se vive” e logos, também do grego, significa, “estudo de”.

Ecologia, de forma literal, pode ser entendida como “o estudo dos organismos em sua casa”.

Mas, como definição, podemos ter como sendo o estudo dos organismos ou de grupos de organismos em relação ao seu ambiente. Ou ainda, a ciência das interelações entre os organismos vivos e seu ambiente.

Considerando-se que a ecologia esta relacionada com a biologia de grupos de organismos e com processos funcionais nas terras, oceanos e águas doces é mais acurado dizer-se que ecologia é o estudo da estrutura e funções da natureza (admitindo-se que a humanidade é parte integrante dela), ou ainda: é a ciência do “ambiente vivo” ou simplesmente “da biologia ambiental”.

Pelo que pode-se ver do que foi dito acima em termos de conceituações, o Homem tem-se interessado pela Ecologia de uma forma prática, nada pragmática, desde muito cedo em sua História. Nas sociedades primitivas, cada indivíduo, para sobreviver, precisou ter um conhecimento definido do seu ambiente, isto é, para saber valer-se dele, precisou compreender as forças da Natureza , dos seus diferentes reinos, quer dizer: dos minerais, vegetais e demais animais.

O fruto de suas próprias observações levou esse homem primitivo a observar os astros em seu deslocamento pelo céu, os ventos, a chuva, as variações de temperatura, as correntes marinhas, as marés, as estações do ano, as plantas a serem cultivadas, por exemplo, e assim, empiricamente, mas perfeitamente integrado com tudo o que a natureza se lhe apresentava permitiu que sua trajetória evolutiva se processasse e chegasse onde estamos hoje, quando a Ciência e a Tecnologia contemporânea, já permitiram levar o Homem a explorar espaços e planetas outros que a Terra, tendo há trinta anos atrás, sido-lhe permitido pisar o solo lunar e retornado à Terra, são e salvo.

Só que o descompasso havido ao longo do tempo, levou o nosso planeta à situação em que se encontra em nossos dias, não precisando acrescentar as crises e os problemas que o próprio homem criou, mas que não se preocupou muito em resolvê-los, pelo menos, de forma objetiva e concreta.

Se considerarmos que as crises morais, sociais e filosóficas engendradas pelo Homem vieram refletir-se , de forma inexorável, sobre o meio que o cerca, como podemos esperar, por mais auto-regenerador que seja o Sistema de Gaia, que o Homem encontre um caminho pacífico e obedecendo os princípios básicos da Natureza para resolver tais conflitos?

“A pressão sobre o meio ambiente é, ao mesmo tempo, causa e efeito de tensões políticas e conflitos militares. As nações freqüentemente lutaram para ter ou manter o controle de matérias primas , suprimento de energia, terras, bacias fluviais , passagens marítimas e outros recursos ambientais básicos. Esses conflitos tendem a aumentar à medida que os recursos escasseiam e aumenta a competição por eles”, este trecho é encontrado na página 325 do relatório BRUNDTLAND, de 1988, da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no livro “Nosso Futuro Comum”, vindo corroborar o que foi dito acima.

Se hoje podemos compreender que a religião é a re-ligação do Homem com Deus Criador, reconectar-se com a Teia da Vida significa, dentro da observância da Lei de Evolução, construir e alimentar comunidades sustentáveis nas quais podemos satisfazer nossas necessidades a aspirações, sem diminuirmos as chances das gerações futuras, tentando o homem de todas as formas possíveis minimizar os efeitos, por mais nefastos que sejam, das disputas políticas entre as nações, sobre o meio ambiente .

Por causa disso, precisamos reaprender alguns princípios básicos de Ecologia.

Considerando-se que, basicamente todos os sistemas vivos exibem os mesmos princípios de organização, todas as comunidades são redes organizacionalmente fechadas, mas abertas a fluxos de energia e de recursos.

Por causa disso, o Homem precisa entender que apenas compreender os ciclos da natureza não lhe basta mais; faz-se necessário que ele traga isso para todas as experiências por que passa ao longo de sua vida. Além do princípio da interdependência, isto é, a dependência mútua de todos os processos vivos uns aos outros, que é a natureza de todo relacionamento ecológico que precisa ser igualmente incorporada, há a necessidade de o homem compreender porque determinadas crises ocorrem em certas regiões da Terra, como conseqüência de sua inadequada prática do uso da terra, por exemplo.

Compreender a interdependência ecológica significa compreender o relacionamento das partes com o todo, dos objetos com os relacionamentos, do conteúdo aos padrões.

III- A ECOLOGIA À LUZ DO ESPIRITISMO
Encontramos no livro “O Consolador”, pelo Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, as questões de número 27, 28 e 121, em que se lê:

“Como devemos compreender a Natureza?” e a resposta de Emmanuel foi a seguinte: “A Natureza é sempre o livro divino, onde a mão de Deus escreveu a história de sua sabedoria, livro da vida que constitui a escola de progresso espiritual do homem evoluindo constantemente com o esforço e a dedicação de seus discípulos”.

Em seguida, foi perguntado a Emmanuel:As manifestações de vida dos vários reinos da Natureza, abrangendo o Homem, significam a expressão do Verbo Divino, em escala gradativa nos processos de aperfeiçoamento da Terra? Ao que foi por ele respondido: “Sim em todos os reinos da Natureza palpita a vibração de Deus, como o Verbo Divino da Criação Infinita; e, no quadro sem-fim do trabalho de experiência, todos os princípios, como todos os indivíduos, catalogam os seus valores e aquisições sagradas para a vida imortal.

A pergunta 121 é a seguinte: “O meio Ambiente influi no Espírito?” e Emmanuel responde: “O meio ambiente em que a alma renasceu, muitas vezes constitui a prova expiatória; com poderosas influências sobre a personalidade, faz-se indispensável que o coração esclarecido coopere na sua transformação para o bem, melhorando e elevando as condições materiais e morais de todos os que vivem na sua zona de influência”.

Pelo exposto, podemos ver que a Ecologia à luz do Espiritismo , certamente diz respeito à uma ecologia mais profunda, da consciência ecológica que deve vir do respeito à qualquer forma de preservação da vida, do respeito pela vida, que vem do religare espiritual.

É intenção de Deus de que todos os Seus filhos sejam felizes e, mesmo que nossa Humanidade atual, esteja neste planeta em fase de provas e expiações, com tudo isso nosso Deus, nos deu, por empréstimo um mundo muito belo, como um verdadeiro caleidoscópio de ambientes, com relevo, rios, montanhas, grutas, vales, florestas, cachoeiras, desertos, regiões cobertas de gelo, sendo as temperaturas muito baixas, fatores limitantes para qualquer forma de vida, onde apenas aquelas que possuam as precondicionantes e que foram sofrendo adaptações lentas e progressivas ao longo do tempo geológico, aperfeiçoaram-se de forma a viver em locais muito inóspitos e assim, para todas as demais formas de vida distribuídas pelas diferentes regiões biogeográficas de nosso planeta.

Se a intenção de Deus tivesse sido apreendida ao longo do tempo, sobretudo, no último século, pelos habitantes da Terra, não estaríamos diante dos descalabros que constatamos hoje em dia.

Naturalmente a Terra foi passando por transformações ( algumas quase imperceptíveis, enquanto outras, com características catastróficas) e os agentes naturais da Natureza, foram fazendo o seu trabalho, todos eles regidos pela batuta invisível dos Engenheiros Siderais.

As paisagens foram se sucedendo e com isso, muitas delas foram desaparecendo num lugar e aparecendo outras, em outros locais, e com elas todo o conjunto de formas vivas igualmente passaram pelo mesmo processo, que é sempre de cunho evolutivo, provendo assim, um saneamento de algumas regiões .

Entretanto, o que se apresenta no mundo atual, resguardadas algumas paisagens naturais que o Homem ainda não conseguiu modificar de forma muito indecorosa, o Continente Antártico sendo um desses exemplos, denota a total incúria e desrespeito, sobretudo do Homem contemporâneo, à Natureza que o cerca , sobretudo vindo a desestabilizar os ciclos biogeoquímicos do planeta, destruindo a camada de Ozônio que a protege da incidência muito acentuada dos raios ultra violeta, o efeito estufa, acrescido do lançamento cada vez maior de CO2 e outros gases que aceleram o efeito estufa, da utilização de defensivos agrícolas que, em nome de um melhor rendimento de safras e com conseqüências danosas para todos os sêres vivos, estão poluindo as terras e os rios , e que, por sua vez irão poluir os mares; e o efeito do “El Ninõ e La Niña”,aí também estão como exemplos muito nefastos.

Hoje , sabemos que estamos na iminência de catástrofes ecológicas de conseqüências imprevisíveis, caso o Homem não desperte rápido do seu sonho destrutivo, em nome do progresso e do desenvolvimento, de um condomínio que esta sob nossa responsabilidade e guarda ,mas que pertence a nosso Deus Criador apenas para quadro de nossa evolução e para ver se despertamos e nos religamos às realidades da Criação.

IV- PERSPECTIVAS
Mahatma Gandhi disse certa vez: “Nós precisamos ser a mudança que nós queremos ver no mundo”.

De certa forma é a constatação do que foi dito acima com relação à pergunta de número 29 feita ao Espírito Emmanuel, mas sobretudo em sua resposta, no que tange a própria transformação do Homem para o bem , melhorando e elevando as condições materiais e morais de todos aqueles que vivem em sua esfera de interferência.

E essência do que Gandhi quis dizer foi que, antes que o homem deseje modificar o mundo , ele deve, antes de mais nada, começar por modificar-se a si próprio.

Essa modificação se realiza em dois sentidos: de dentro para fora, isto é, em seus próprios pensamentos, em suas palavras e em suas ações, em relação a ele mesmo e projetando isso para o seu mundo exterior, e, por sua vez, recebendo dele todas as informações necessárias para se engrandecer em conhecimentos, em experiências , sobretudo se modificar para melhor e, por conseguinte, SER aquilo que queremos para o nosso mundo, para o meio, com todo o seu conjunto de funções e de estruturas, mas admitindo que não é a sua vontade pessoal que deve imperar , mas sim o bem estar da humanidade, dotada da mesma paz, equilíbrio e auto-conhecimento que ele próprio.

Através da Educação , que é uma espécie de jornada para dentro do próprio “eu”, certamente o desejado equilíbrio, necessário para que haja uma ação mais efetiva do homem em busca da sua própria evolução, se dará através da busca do equilíbrio saudável dos elementos no ambiente global e que também se aplicam ao equilíbrio saudável das forças que constituem os sistemas políticos. Em outras palavras, é através do auto-conhecimento consciente e disciplinado que poderá o homem chegar ao cerne deste processo, que é eminentemente educativo.

Al Gore disse em seu livro “O Equilíbrio da Terra”, de 1992, “que não surpreende que tenhamos nos tornado tão desconcertados com o mundo natural - e é incrível que ainda sintamos alguma conexão com nós mesmos. Acostumamo-nos com a idéia de um mundo sem futuro. As engenhocas de distração estão gradualmente destruindo a ecologia interior da experiência humana. O essencial para esta ecologia é o equilíbrio entre o respeito pelo passado e a fé no futuro, entre a crença no indivíduo e um compromisso com a comunidade, entre o nosso amor pelo mundo e o nosso medo de perdê-lo. Um equilíbrio, em outras palavras, do qual o ambientalismo espiritual depende”.

V - BIBLIOGRAFIA
ARAÚJO, H.L. - “ALGUÉM VELA POR VOCE”, ALIANÇA DA FRATERNIDADE. 1995.
XAVIER,F.C. ( EMMANUEL).- “O CONSOLADOR”, FEB, 1940.
NOSSO FUTURO COMUM. RELATÓRIO DA COMISSÃO MUNDIAL SOBRE O MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. ED. DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. 1988
ODUM,E.P.- FUNDAMENTALS OF ECOLOGY. 2nd. EDITION. 1959
PLANETA -” MEDITAÇÃO. - VAMOS SALVAR A TERRA?” . número 13. 1999.

Voluntários


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Voluntariado Espírita
Vera Meira Bestene

Cada vez mais estamos conscientes que estudar é preciso, trabalhar é necessário e amar ao próximo o menor caminho para chegar à Deus.

O trabalho, a consciência do trabalho, da atividade constante em prol de nós mesmo e de outrem, é necessidade evolutiva e oferecida a todos em igualdade de condições, depende de nós, diante das responsabilidades assumidas, colocarmos a prova as nossas atitudes.

Na conceituação genérica trabalho é a “ocupação em alguma obra ou ministério; exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa”

Nos mundos mais evoluídos e nos inferiores, a natureza do trabalho não é a mesma, pois que ela está diretamente ligada às necessidades de cada um, sendo a inatividade, a ociosidade, um verdadeiro suplício.

Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” Allan Kardec nos norteia o princípio da Lei do Trabalho através das máximas “ajuda-te que o céu te ajudará e, análoga a esta, “buscai e achareis”, pois que aí encontramos a verdadeira noção que instiga, incita o homem a trabalhar, fazer a sua parte, para que possa, assim ser ajudado por Deus.

Diz o Cap. XXV, item 3:

”Se Deus houvesse isentado o homem do trabalho do corpo, seus membros estariam atrofiados; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal; por isso, lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e achará, trabalha e produzirás; dessa maneira, serás o filho das tuas obras, delas terás o mérito e serás recompensado segundo o que tiveres feito.”

Na realidade não importa o esforço físico que cada qual tenha que desprender para atender as faixas menos favorecidas da cultura e do destaque social, pois que o trabalho dignifica quem o executa e é-lhe garantia de crescimento. Não se há de fazer comparações ou medições de quanto trabalho se tem de executar, o que importa é ir à luta, semear para poder frutificar.

Sendo a Lei do Trabalho uma lei natural, motivo porque é uma necessidade, engloba os trabalhos materiais, assim como toda ocupação útil. (O Livro dos Espíritos p. 675)

O trabalho está alicerçado em princípios morais, principalmente no amor, e, por isto mesmo, ao lado da oração, é um dos maiores antídotos contra o mal, pois que corrige imperfeições e disciplina a vontade. “A ociosidade é a casa do demônio” é a máxima popular que bem explica que quando nada se faz se faz muito mal, pois que aí estão o egoísmo, o pensamento deprimente, a negatividade e as tentações.

O trabalho, entretanto, longe de ser apenas aquele de ordem material, física, é também aquele que se desenvolve através de ações inteligentes, intelectuais, objetivando a cultura, a arte, o conhecimento, o desenvolvimento e a ciência.

O trabalho do homem objetiva a transformação para melhor. Isto na generalidade. Desdobra-se o arquiteto para produzir imóveis cada vez mais modernos e adequados à realidade de um local e época; o economista busca ajustar as riquezas sociais a fim de que haja sempre progresso financeiro. O carpinteiro trabalha em móveis de estrutura rígida que se lhe justifiquem a tarefa e estejam íntegros para o ambiente a que se propõem. O médico trabalha com afinco para salvar vidas e fazer a prevenção. O cientista submete-se a buscas longas, aparentemente intermináveis, com o fim de ampliar e melhorar as condições de vida do planeta e seus habitantes. Todos motivam-se por atividades instintivas de conservação da vida e de conhecimento social.

Esta é a ação natural e primeira do homem: produzir para suprir suas necessidades imediatas.

Buscando um pouco na história, vemos o homem se utilizando das reservas animais e vegetais. Com o decorrer dos tempos as reservas foram se rareando, As fontes naturais se exaurindo. No período da pedra lascada já jogou-se a buscar mais recursos, ampliando assim seu trabalho já com a ajuda de instrumentos rudes. Mais tarde lançou-se à agricultura e, da terra, passou a extrair os bens necessários a sua subsistência e também ao seu crescimento financeiro. Depois, domesticou animais e os rebanhos renderam-lhes atividades mais estáveis. Com o aparecimento de instrumentos mais aprimorados, do comércio crescente, do aparecimento e evolução da indústria, foram fomentados recursos novos e, paulatinamente, as dificuldades iniciais serviram de base ao equilíbrio social e, posteriormente, o trabalho remunerado, a divisão de classes decorrente do próprio trabalho.

Podemos ver que a própria evolução material do homem está ligada diretamente ao trabalho. Com os tempos e as reencarnações, as evoluções oriundas do trabalho intelectual, produzindo melhoramento da forma de produzir, pois que ao homem cabe a missão de trabalhar pela melhoria do planeta.

Assim, podemos dizer que o trabalho remunerado é a forma que o homem tem de modificar o meio que vive e produzir a melhoria do Planeta.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, em seu cap. XVI, item 7, em uma simples leitura, podemos verificar a verdade das necessidades materiais, compreendendo também que “na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execução, sem ela não mais grandes trabalhos, nem atividades, nem estimulante, nem pesquisas. Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso.”

Há, entretanto, uma outra forma de trabalho, este que não rende moeda, nem produz conforto maior, tampouco crescimento permanente da conjuntura econômica. Este é o trabalho-abnegação, do qual não produz troca ou remuneração mas que redunda em crescimento de si mesmo no sentido moral e espiritual. Modernamente a este trabalho dá-se o nome de TRABALHO VOLUNTÁRIO.

O primeiro caso, o trabalho gerando crescimento material e progresso social, se desenvolve uma melhora exterior da criatura, enquanto o segundo, o trabalho voluntariado, ascende no sentido vertical da vida e modifica, transforma o homem de dentro para fora, superando a si mesmo como instrumento da misericórdia divina.

Jesus é exemplo destes dois tipos de trabalho. Enquanto carpinteiro, dedicado, com José laborava. Ele, ativamente, mostrando a importância do trabalho, ensinando que o trabalho em atividade honrada é o dever primeiro para a manutenção do corpo e da vida terrena. Seguidamente a isto teve Jesus um ministério de amor, um verdadeiro trabalho de autodoação até o sacrifício da própria vida.

Seu exemplo infunde coragem estimula o trabalho-serviço, o trabalho-redenção, fraternal, procurando manter a sociedade unida, acalentando os menos favorecidos, dando conforto aos necessitados de toda ordem.

Podemos perceber, portanto, que o trabalho voluntariado é muito antigo, pois que foi inventado por Jesus Cristo, quando às margens da Galiléia chamou os pescadores Simão Pedro Barjonas e seu irmão André, João e seu irmão Tiago, os dois filhos de Zebedeu, para uma jornada que jamais terminaria. Trabalho voluntário e mais trabalho voluntário os esperava ao longo do tempo, das horas, dos dias, dos anos, dos séculos e milênios.

Aceitaram trabalhar de graça, e como lucraram!

Na Segunda Carta de Timóteo (2:6) Paulo adverte que o lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar os frutos.

Hão de se perguntar: Como gozar os frutos se não recebemos dinheiro pelo que produzimos?

Emmanuel, no livro Perante Jesus nos fala do trabalho voluntariado explicando–nos como nos chega a remuneração mais do que compensadora por trabalharmos pelo simples prazer de servir, desinteressadamente.

Quando o trabalho se transforma em prazer de servir surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: Toda vez que a justiça divina nos procura no endereço exato para a execução da sentença que determinamos a nós próprios, segundo a lei de causa e efeito, se nos encontra a serviço do próximo, manda a justiça divina que seja suspensa a execução, por tempo indeterminado.

Assim, podemos entender que todo mal que cometemos estamos nos sentenciando de forma a constituir dívida correspondente a que estamos obrigados a pagar pela lei de causa e efeito. É dando que se recebe, nos ensinou Jesus. O que fazemos ao próximo volta com a mesma intensidade.

Sócrates já considerava que o bem e o mal nada mais eram que a sabedoria e a ignorância, pois que o ignorante concretiza o mal porque não sabe que mais tarde será obrigado a quita-lo, a ajustar contas. Mas, como dissemos, quando se nos encontramos a serviço do próximo, a Justiça Divina manda que o pagamento seja suspenso. Pedro, na sua Carta Universal (4.8) já profetisava: “Tende caridade para com os outros, porque a caridade cobrirá a multidão de pecados”.

A caridade e todo o bem que conseguirmos amealhar na vida presente, será descontado na dívida que contraímos no passado, seja nesta ou em existência anterior. No acerto de conta, quando forem colocar nossa conta na balança, certamente haverá a compensação de nossas ações caridosas e nossas dívidas diminuirão ou até desaparecerão, dependendo do crédito de amor que acumularmos.

O trabalho é alimento da alma e cumpre-nos observar que o trabalho desinteressado não é objeto de troca ou remuneração, de quaisquer espécies. Precisamos compreender que doar trabalho é doar amor, boa vontade, sem escolher a quem e muito menos julgando o merecimento deste ou daquele para quem está rendendo o trabalho.

As pessoas nem imaginam o bem que estão fazendo a si próprias quando se dedicam a realizar algum trabalho sem a respectiva recompensa financeira. O Voluntariado é hoje uma verdadeira explosão, uma vez que está transformando hábitos, sobretudo quando realizado por jovens. É uma característica comum aos jovens a vontade de ajudar, de ser útil, de diminuir a dor alheia, praticando assim a solidariedade. O incentivo cabe a nós, mais velhos, exerce-lo.

Querem eles oferecer um pouco do seu tempo, uma parcela apenas do fruto de sua profissão, um pedacinho de seu coração a instituições voltadas para causas nobres ou que cuidem de seres humanos com provas dolorosas. O voluntariado espírita é essencialmente um doador de seu próprio trabalho e a princípio poucos são os que percebem, mas são felizes porque têm algo para oferecer; sobra-lhes boa vontade e disposição.

As maravilhosas obras beneméritas e de caridade erguem-se no planeta, materializando pensamentos de bondade. Todos somos chamados a produzir obras de trabalho desinteressado, aquele que é abnegado e exige a doação plena.

Ao trabalho voluntariado todos fomos chamados, basta parar para pensar que esta é a mais pura verdade. Entretanto, aos que deixaram passar a oportunidade, conclamamos agora: Venha compor esta fileira. Deixe as desculpas do “não tenho tempo”, “meus filhos são pequenos”, “meu marido é sistemático”, “quando aposentar vou ajudar vocês”, “minha família necessita de mim”. Estas são apenas umas das muitas desculpas usuais e corriqueiras daqueles que fogem, adiam a tarefa do auxílio. É necessário se conscientizar da responsabilidade que temos em relação ao próximo. A firmeza de propósitos, o espírito de altruísmo precisam ser ativados. O maior beneficiado é sempre quem auxilia. Emmanuel, no Livro Pronto Socorro recomenda:

“Não te esqueças do tempo e auxilia agora”.

É tempo de agir, de aprender que o doar-se de forma absolutamente desinteressada, é semeadura de amor e libertação, pois que a justiça divina dá a cada um segundo o seu merecimento e o seguimento da máxima de Cristo “Ama o próximo como a ti mesmo” extirpando o egoísmo e a arbitrariedade que devem ser banidos o quanto antes de nosso comportamento. O trabalho é e será o único meio de evolução do ser encarnado ou desencarnado e, sem trabalho, não há progresso, sem trabalho voluntariado não há evolução espiritual e não há luz. A forma que cada um pode ser mais útil para o maior número de pessoas, é análise pessoal, mas nos cabe alertar a importância do auxílio, da cooperação de acordo com a capacidade e possibilidade de cada um, mas sempre há e haverá um trabalho, uma tarefa que diante da boa vontade e do amor, será sempre, simples, prazerosa e fácil.

Realiza o teu compromisso, por menos significante que te pareça, pois que esta será a base para grandes realizações futuras.

Hoje, tantos anos já passados, o trabalho tem leis que o regem para que a sociedade possa ser mais justa, devido a imperfeição natural dos homens que neste Planeta habitam. Cumpre às Casas Espíritas o cuidado de fazer o registro de seu corpo de voluntariado, cumprindo assim as necessidades das leis humanas.

Os valores de fé, de amor e de persistência, nos levam à reflexão de que a caridade deve substituir a filantropia, sendo trabalho útil, ativo, passando a existir nos moldes dos mundos superiores, onde o trabalho em lugar de ser impositivo, é conquista do homem livre que serve sempre, sem cessar, buscando sempre assistir mas promover o ser humano, buscando ensinar a pescar, não apenas dando o peixe, como nos ensinou .

“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” Pedro 1: 4.10 .

Integração do Centro Espírita na Sociedade


Integração do Centro Espírita na Sociedade
Marcus Alberto De Mario

Rio de Janeiro - RJ

Temos visto Centros Espíritas insistirem em se colocar numa atuação intra-muros, desvinculados até mesmo da rua em que se localizam, completamente alheios à comunidade que os envolve. Erro fatal para divulgação da própria Doutrina Espírita, que dirá para o esclarecimento do ser humano!

Sendo o Centro Espírita uma estrutura social humana, embora com ascendente espiritual, insere-se que ele faça parte – e o faz – da sociedade dos homens. Está, portanto, na dinâmica de relacionamento dos seres que vivem em coletividade. Se assim não fosse, seu isolamento o igrejificaria, tornando-o apenas um ponto de convergência religioso que, historicamente, já sacrificou diversas religiões que transcende o aspecto meramente religioso, e que ele deve ser entendido como um doutrina, um conjunto de princípios norteadores da vida. Sua base filosófica é mesmo sua força, mas que não se perde no labirinto confuso dos sofismas, porque tem por razão a pesquisa científica. Acreditamos na reencarnação pela lógica, pelo bom-senso e pelos fatos comprovados. E a religião, que deve esclarecer o homem quanto à sua origem, destinação e ligação com Deus, no Espiritismo ganha vida prática, porque entranha-se no dia-a-dia do cotidiano humano. Só compreendemos a paternidade divina se a vivenciarmos em nós e para os outros.

O isolamento é sempre um mal que devemos combater. Ninguém se forma em medicina pelo simples fato de cursar teoria médica na universidade. E a prática? O mesmo raciocínio devemos aplicar no Espiritismo. Não basta freqüentar um Centro Espírita para tornar-se Espírita. É preciso aprender na teoria e vivenciar na prática. Essa conjugação deve ser propiciada pelo Centro Espírita dentro de sua organização e também para fora desta.

O Centro Espírita que se isola da sociedade não participando das problemáticas desta, tende a se distanciar dos interesses da mesma, pois não estará colocando o Espiritismo ao nível das aspirações humanas.

São de dois tipos a forma de participação na sociedade: interior e exterior.

Comecemos pela forma interior.

A programação de estudo doutrinário do Centro Espírita não pode obedecer a padrões rígidos, inflexíveis e mesmo cegos, de abordagem das obras da Codificação. "O Livro dos Espíritos" é dinâmico e contém temas que se prestam à análise das vicissitudes do homem na Terra. Sua leitura deve ser feita com duplo interesse: conhecer o Espiritismo e esclarecer o homem quanto ao uso que faz de sua potencialidade intelectual e moral. Em outras palavras: o estudo das obras da Codificação deve estar associado à discussão dos temas cotidianos da vida, para que o freqüentador do Centro Espírita saiba colocar em prática a doutrina que aprende. É por isso que Kardec se preocupou em agrupar perguntas e respostas por temas, e nos coloca tanto diante do "aborto" quanto do "conhece-te a ti mesmo". Preparar o homem para bem viver na sociedade é tarefa do núcleo espírita.

Exteriormente temos a ação espírita nos setores da assistência social, do evangelho no lar, da aplicação domiciliar do passe, da utilização das artes e mesmo das realizações beneficentes para angariação de fundo financeiro. Todas essas demonstrações da prática espírita envolvem o elemento social. São feitas com a participação do homem no seio da sociedade. Destinam-se a estar com ele no que ele é, onde está e com suas necessidades imediatas. As atividades externas do Centro Espírita devem se adequar ao público que irá atingir, o que requer planejamento, organização e trabalhadores conscientes, o que só poderá ocorrer se estes forem bem assistidos no interior do Centro Espírita.

Quando visitamos alguém para aplicação do passe ou pequena leitura evangélica, estamos colocando em prática, vivenciando, o aprendizado espírita que o Centro nos forneceu. Estamos agindo na sociedade e sendo porta-voz do Espiritismo através da ação mais contundente que existe: o próprio exemplo. Nossa conduta, muito além que nossas palavras, dirá da nossa convicção e retratará a doutrina e a instituição que representa.

O Centro Espírita não é uma igreja parada no tempo. É um lar/escola dinâmico que visa carinho e afeto, estudo e trabalho, sempre preocupado em colocar o Espiritismo ao alcance de seus freqüentadores e respondendo às dúvidas e observações as mais diversas, tendo por base a codificação kardeciana. Não lhe cabe agir como instrumento político, mas cabe-lhe fazer a política da educação espiritual das almas que lhe comungam os ideais.

Temos visto Centros Espíritas insistirem em se colocar numa atuação intra-muros, desvinculados até mesmo da rua em que se localizam, completamente alheios à comunidade que os envolve. Erro fatal para divulgação da própria Doutrina Espírita, que dirá para o esclarecimento do ser humano!

As reuniões públicas de estudo, como o nome já indica, são feitas para a população, para todos os interessados, seja qual for o motivo que os levou ao Centro, pois procuram o Espiritismo e devem ser atendidos. Entretanto, como pode o público acorrer ao Centro Espírita se não é informado do que neste acontece?

Uma placa na entrada com os dias e horários das atividades. Uma recepção com distribuição de mensagens avulsas, jornais e revistas espíritas, além de prestar todas as informações aos visitantes. Um boletim informativo que possa ser distribuído gratuitamente. Um cartaz nas associações de moradores da localidade. Pequenos exemplos de serviços que podem ser executados para a boa integração do Centro Espírita na sociedade, além de outro serviço muito importante: o exemplo, o ir em socorro ao próximo, não esperando apenas que este venha à procura.

A falta de renovação dos trabalhadores do Centro Espírita, quando não ocasionada por distorções administrativas, pode ter sua origem no isolacionismo em que se acomoda o núcleo representante da Doutrina, fazendo um Espiritismo fechado em quatro paredes.

Que um grupo familiar não se renove é compreensível, afinal trata-se de um grupo restrito e de caráter domiciliar, mas um Centro Espírita deve obedecer a uma organização ativa e participativa, integrada no conhecimento e solução dos problemas sociais, mesmo que para isso o trabalho tenha de ser de longo curso, até a conscientização dos que freqüentam as atividades realizadas em seu interior.

A todo freqüentador deve ser mostrada a diferença existente entre ele e um trabalhador, pois sentar e ouvir uma palestra e depois tomar o passe, sem nenhum vínculo de responsabilidade, não o pode categorizar como um trabalhador sincero do Centro Espírita, que dedica seu tempo, voluntariamente, para a causa que abraça. Para isso, deve o Centro Espírita permitir a participação de todos os que o procuram, nos diversos serviços existentes, dando a cada um segundo o seu conhecimento e experiência.

Assim temos que a integração do Centro Espírita na sociedade é inevitável e inadiável.

Se o Espiritismo existisse apenas para os desencarnados, o Centro Espírita não teria razão de existir, pois é de todos os tempos sabido que o intercâmbio mediúnico não é privilégio de ninguém, podendo ser praticado em qualquer lugar, embora reconheçamos que o Centro Espírita é o local melhor indicado, pela seriedade, reconhecimento e estudo que o caracteriza.

O Espiritismo está no mundo para interagir como todo o conhecimento humano, e o Centro Espírita existe para conviver com toda a sociedade humana.

(Publicado no Dirigente Espírita no 66 de julho/agosto de 2001)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Planejamento na Casa Espírita


Cezar Braga Said
Professor e Palestrante Espírita


Planejamento na Casa Espírita

?Um dos maiores obstáculos capazes de retardar a propagação da Doutrina seria a falta de unidade.
O único meio de evitá-la, senão quanto ao presente, pelo menos quanto ao futuro, é formulá-la em todas as suas partes e até nos mais mínimos detalhes, com tanta precisão e clareza, que impossível se tome qualquer interpretação divergente.?

(Allan Kardec, in Obras Póstumas, 2a parte ? Projeto ? 1868)


Todo trabalho em equipe, quando organizado, não pode prescindir do necessário planejamento. Nele, são estabelecidos os objetivos, as estratégias, os recursos a serem utilizados, a sistemática de avaliação e a definição do papel de cada componente que integra o grupo, de forma que, ao ser operacionalizado, se alcance o êxito desejado.

Planejar, mais do que uma função restrita a burocratas numa determinada empresa, é uma atitude humana, essencial à vida de relação. Antes de nos reencarnarmos fizemos um planejamento (ou fizeram para nós), tendo em vista o que pretendíamos alcançar na atual existência. Quem vai ao supermercado fazer compras, precisa ter em mente o que vai comprar, o tempo que será despendido e o dinheiro que será necessário para a aquisição dos produtos; numa competição é fundamental que uma equipe saiba como se comportar, que ela disponha de uma estratégia a fim de alcançar a vitória. Por isto, o ato de planejar é algo quase que inerente a nossa vida.

Planejar, no entanto, não significa apenas diagnosticar problemas; implica em conhecer a realidade existente e definir aquela desejada, pois, de nada adianta sabermos onde estamos se não sabemos para onde vamos. E a realidade desejada pode ser construída a partir daquela existente, valorizando, aperfeiçoando o que deu certo e retificando aquilo que necessita de mudanças.

No contexto da casa espírita, é muito importante que exista um planejamento que sirva como norteador das diferentes atividades que ela comporta, a fim de evitarmos o risco de estarmos todos trabalhando, até com relativa eficiência e boa vontade, mas sem estarmos buscando objetivos comuns. Quando não existem objetivos comuns, é bastante provável que alguém passe a considerar a sua tarefa como a mais relevante, a sua opinião como a mais abalizada, desconsiderando os esforços dos demais companheiros e criando, por vezes, uma competição dissimulada.

Por isso é que a sua construção exige como pré-requisito uma grande capacidade de ouvir, uma disposição para colocar os interesses coletivos acima dos individuais, permitindo que os postulados espíritas estejam norteando todo esse processo.

O planejamento, no entanto, não é uma panacéia para todos os males, mas quando estruturado de maneira a permitir a participação dos que irão operacionalizá-lo, passa a servir de bússola a orientar as iniciativas e ações dos que integram o grupo de trabalho.

Vale lembrar que, da mesma forma como procuramos continuamente avaliar as nossas intenções e atitudes, procurando aperfeiçoar-nos, este roteiro de trabalho necessita ser constantemente avaliado, algumas vezes atualizado e alterado, a fim de que não se torne uma ?camisa de força?. Exatamente como afirmou o Codificador, em Obras Póstumas, quando escreveu a respeito Do Programa das Crenças, item VIII:

?Este programa, porém, como a constituição orgânica, não pede nem deve acorrentar o futuro, sob pena de sucumbir, mais cedo ou mais tarde, esmagado pelo progresso. Criado pelo estado atual dos conhecimentos, deve modificar-se e completar-se à medida que novas observações venham demonstrar-lhe a insuficiência e os defeitos.?

Segundo Gandin (1995), existem alguns níveis de participação quando o assunto é planejamento. São eles:

1 ? COLABORAÇÃO ? Ocorre quando alguém ou um grupo convida outras pessoas, a fim de que estas ajudem a alcançar determinadas metas que foram traçadas por este alguém ou por este grupo.

2 ? DECISÃO ? Vai além da colaboração, permitindo que algumas decisões em aspectos menores sejam tomadas em conjunto. Estas decisões acontecem em torno de alternativas já previamente traçadas pelo grupo que planeja ou dirige.

3 ? CONSTRUÇÃO EM CONJUNTO ? Acontece quando, independente das diferenças existentes entre as pessoas e das funções ocupadas por elas dentro da instituição, todos se equivalem. Neste caso, não se planeja unicamente para alguém, mas, principalmente, com alguém. O que implica dizer que as alternativas e decisões são tomadas em conjunto.

Não pretendemos afirmar que todos devem ser planejadores no sentido estrito da palavra, mas em sentido lato, todos possuem algo a oferecer em termos dos valores que irão alicerçar o planejamento, das metas que serão traçadas, estabelecendo a forma como pretendem e podem participar.

Não se pode relegar para os espíritos a tarefa de elaborar o planejamento da casa espírita, muito embora eles possuam um planejamento para ela. É preciso que neste trabalho estejamos abertos para receber a inspiração deles, entendendo que os nossos esforços, quando sinceros, serão sempre secundados pelos esforços deles. Se é importante trabalharmos com os espíritos, não menos importante é trabalharmos com os espíritas, democratizando nossas atividades e relações.

Como desejarmos que algum companheiro assuma determinada tarefa com certa desenvoltura intelectual e moral, se não lhe permitimos traçar ao nosso lado os objetivos e as estratégias? Como esperar que alguém inexperiente, mas com boa vontade, se realize numa determinada atividade, se apenas delegamos responsabilidades, sem prestar-lhes a necessária assessoria? Se somente oferecemos oportunidade de trabalho em tarefas para as quais este alguém não possua qualquer inclinação? Por isso é que democratização das oportunidades deve estar atrelada com a socialização das responsabilidades, o que significa dizer que devemos assumir juntos os erros e os acertos, aprendendo e reaprendendo no cotidiano da casa espírita, sempre como irmãos.

A dificuldade de alguém deve sensibilizar todo o grupo no sentido de atendê-lo dentro das suas necessidades. O êxito de algum tarefeiro deve representar o de todos, pois na casa espírita somos chamados a cooperar e não a competir.

Não se planeja apenas para que os departamentos funcionem bem, a sopa seja distribuída de forma disciplinada, muitos passes sejam aplicados de acordo com o que preconiza a espiritualidade superior nem somente para que a evangelização infanto-juvenil cumpra o currículo adredemente traçado. Planejamos com pessoas, a fim de que todos os envolvidos neste planejamento possam oferecer o melhor que possuam, dentro de suas limitações.

Se o planejamento precisa ser flexível e deve ter algumas prioridades, não menos flexível e tolerante deve ser a nossa conduta, pois ninguém é profissional em atividades espíritas, muito embora nossa experiência profissional possa ser de grande proveito em determinadas tarefas.

A grande prioridade deve ser o esforço conjunto, no sentido do crescimento interpessoal, da gratificação interior, da boa sintonia com os espíritos amigos e no clima de entendimento e transparência regendo nossas relações.

Mais do que uma mera formalidade, a prática de planejar de forma participativa enseja-nos valiosas oportunidades de aprendermos uns com os outros, mudarmos algumas opiniões, aperfeiçoarmos conhecimentos e avaliarmos o nosso grau de maturidade espiritual.


Cezar Braga Said


(Retirado da Revista Estudos Espíritas ? Jan. e Fev./2000 ? Edições Léon Denis)

O Espírito está no ar...


José Jorge
Professor e Palestrante do Centro Espírita Léon Denis- Já desencarnado




O Espírito está no Ar...

A verdade caminha sempre, atravessando a poeira dos séculos e, vitoriosamente, conquista o porvir.

Só a mentira é que tem as pernas curtas - como afirma o adágio popular - e cansa logo, em sua caminhada trôpega.

O conhecimento de certas verdades faz bastante falta ao entendimento de muitos fatos que nos interessam em nossa vida.

Estávamos, certa manhã, numa fila de ônibus, aguardando nossa vez de viajar e observávamos os passageiros de um outro ônibus, que já estava embarcando.

De repente, um jovem, que estava à nossa frente, gritou para alguém, que já ia embarcando:

- Ei! Como foi a esposa? Já nasceu o herdeiro? Foi tudo bem?

- Tudo bem! Correu tudo como nós queríamos! Foi um garoto. Deus atendeu ao nosso pedido e nos mandou um menino. Nossa promessa deu certo!...

E nosso entusiasmo pai lá se foi em seu ônibus.

O outro jovem, meu companheiro de fila, virou-se para mim e confidenciou:

- Eu sou casado há pouco tempo e estou esperando meu primeiro filho... Tanto eu como a esposa queremos, ansiosamente, que venha um menino.

- Vamos também fazer a nossa promessa. Nada de garota. Não acha o Sr. Que estou certo?

- Bem - repliquei-lhe eu - já que me pede opinião, acho que é indiferente que nossos filhos sejam do sexo masculino ou feminino. Não é o sexo que determina o valor deles.

Para o espírito não há sexo, arrematei.

- Já sei, aparteou meu amigo. Isto é coisa de Espiritismo... Para falar assim, com tanta segurança sobre espírito... O Sr. é espírita, não é?

- Sim, sou espírita e lhe dei minha opinião com sinceridade. Sou pai de um casal de filhos e minha filha me tem proporcionado as mesmas alegrias que meu filho.

Fique tranquilo; caso ganhe uma menina, agradeça a Deus a dádiva recebida e peça a ele que a proteja.

Se quiser outras explicações, prossegui eu, a respeito do problema da relação moral com o sexo de nossos filhos, aconselho que leia a obra "O Livro dos Espíritos", na questão 200, e verá que estou certo.

O jovem anotou o nome do livro e me agradeceu.

De tudo, depreendemos que o Espiritismo está muito mais difundido que pensamos. É que a força da lógica e os fatos lhe garantem a expansão.

Apenas pela simples referência de que para o espírito o sexo não é um problema, nosso jovem logo se lembrou de que a informação só poderia mesmo partir do Espiritismo...

Bem que Allan Kardec, em "O Livro dos Médiuns", capítulo III, no 30, tinha razões de sobra:
- O Espiritismo está no ar; ele se expande pela força de seu próprio valor.?


José Jorge

quarta-feira, 9 de junho de 2010

SER ESPÍRITA


Filhos, ser espírita é oportunidade de vivenciar o Evangelho em espírito e verdade.



O seguidor da Doutrina é alguém que caminha sobre o mundo, mais consciente de seus erros que de seus acertos. Por este motivo - pela impossibilidade de conformar os interesses do homem velho com os anseios do homem novo, ele quase sempre deduz que professar a fé espírita não é tarefa fácil.



Toda mudança de hábito, principalmente daquele que lhe esteja mais arraigado, impõe à criatura encarnada sacrifícios inomináveis.



O rompimento com o “eu” é um parto laborioso, em que, não raro, sem experimentar inúmeras recaídas, o espírito não vem à luz...



O importante é que não vos deixeis desalentar. Recordai que, para o trabalho inicial do Evangelho, Jesus requisitou o concurso de doze homens e não de doze anjos.



Talvez o problema maior para os companheiros de ideal que se permitem desanimar, ante as fragilidades morais que evidenciam, seja o fato de suporem ser o que ainda não o são.



Sem dúvida, os que vivem ignorando as próprias necessidades, aparentemente vivem em maior serenidade de quantos delas já tomaram consciência; não olvideis, contudo, que a apiração do melhor é intrínseca à sua natureza - o homem sempre há de querer ser mais...



Na condição, pois, de esclarecidos seguidores da Doutrina Espírita, nunca espereis vos acomodar, desfrutando da paz ilusória dos que não se aprofundam no conhecimento da Verdade que liberta.



Onde estiverdes, estareis sempre inquietos pelo amanhã.



A aflição que Jesus bem-aventurou, é aquela que experimenta quem se põe a caminho e não descansa antes de concluir a jornada.



Filhos, apesar dos percalços externos e de vossos conflitos íntimos, aceitai no Espiritismo a vossa melhor chance de redenção espiritual, e isto desde o começo de vossas experiências reencarnatórias. Valorizai o ensejo bendito e não culpeis a Doutrina pelas vossas mazelas.



Por: Bezerra de Menezes

Livro: A Coragem da Fé

Psicografia: Carlos Bacelli

terça-feira, 1 de junho de 2010

O Mestre na Educação


Vinicius elabora conceitos sobre instrução e Educação desembocando na "Consciência Religiosa"; como formação dos caracteres. Neste sentido, as Religiões são inúmeras mas a Consciência Religiosa é única.

12 INSTRUÇÃO E EDUCAÇÃO

É preciso não confundir instrução com educa­ção. A educação abrange a instrução, mas pode ha­ver instrução desacompanhada de educação.

A instrução relaciona-se com o intelecto: a edu­cação com o caráter. Instruir é ilustrar a mente com certa soma de conhecimentos sobre um ou vários ramos científicos. Educar é desenvolver os poderes do espírito, não só na aquisição do saber, como es­pecialmente na formação e consolidação do caráter.

O intelectualismo não supre o cultivo dos sen­timentos. "Não basta ter coração, é preciso ter bom coração", disse Hilário Ribeiro, o educador emérito cuja extraordinária competência pedagógica estava na altura da modéstia e da simplicidade que lhe exornam o formoso espírito.

Razão e coração devem marchar unidos na obra do aperfeiçoamento do espírito, pois em tal impor­ta o senso da vida. Descurar a aprendizagem da vir­tude, deixando-se levar pelos deslumbramentos da inteligência, é erro de funestas conseqüências.

Sobre este assunto, não há muito, o presidente dos Estados Unidos da América do Norte citou um julgado da "Suprema Corte de Justiça" de Massa­chusetts, no qual, entre outros princípios de grande importância, se enunciou o de que "o poder inte­lectual só e a formação científica, sem integridade de caráter, podem ser mais prejudiciais que a igno­rância. A Inteligência superiormente instruída, alia­da ao desprezo as virtudes fundamentais, consti­tui uma ameaça". do momento atual se resumem em uma questão de caráter: só pela educação podem ser solucionados.

Convém acentuar. aqui que a consciência reli­giosa corresponde, neste particular, ao fator prin­cipal na formação dos caracteres. Já de propósito usamos a expressão - consciência religiosa - ao invés de religião, para que se não confundam idéias distintas entre si. Religiões há muitas, mas a cons­ciência religiosa é uma sÓ: Por essa designação entendemos o império interior da moral pura, uni­versal e imutável conforme foi ensinada e exem­plificada por Jesus-Cristo. A consciência religiosa importa em um modo de ser, e não em um modo de crer.

É possível que nos objetem: mas, a moral cris­tã é tão velha, e nada tem produzido de eficiente na reforma dos costumes. Retrucaremos: não pode ser velho aquilo que não foi usado. A moral cristã é, em sua pureza e em sua essência, desconhecida da Humanidade. Sua atuação ainda não se fez sen­tir ostensivamente. O que se tem espalhado como sendo o Cristianismo é a sua contrafação. Da sanção dessa moral é que esta dependendo a felicidade hu­mana sob todos os aspectos.

O intelectualismo, repetimos, não resolve os grandes problemas sociais que estão convulsionando o mundo. O fracasso da Liga das Nações é um exem­plo frisante; e, como esse, muitos outros estão pa­tentes para os que têm olhos de ver.

Bem judiciosas são as seguintes considerações de Vieira sobre o inestimável valor da educação sob seu aspecto moral:

"Em todas as ciências é certo que há muitos erros, dos quais nasce a diferença de opiniões; em todas as ciências há muitas ignorâncias, as quais confessam todos os maiores letrados que não com­preendem nem alcançam. Pois se veio a Sabedoria divina ao mundo, por que não alumiou estes erros, por que não tirou estas ignorâncias? Porque errar ou acertar em todas as matérias, sabê-Ias ou não as saber, pouca coisa importa; o que só importa é saber salvar, o que só importa é acertar a ser bom: e isto é o que nos veio ensinar o Filho de Deus. Nem ensinou aos filósofos a composição dos conti­nentes, nem aos geômetras a quadratura do círculo, nem aos mareantes a altura de Leste e Oeste, nem aos químicos o descobrimento da pedra filosofal, nem aos médicos as virtudes das ervas, das plantas e dos mesmos elementos; nem aos astrólogos e as­trônomos o curso, a grandeza, o número e as in­fluências dos astros: só nos ensinou a ser humildes, só nos ensinou a ser castos, só nos ensinou a fugir da avareza, só nos ensinou a perdoar as injúrias, só nos ensinou a sofrer perseguições pela causa da justiça, só nos ensinou a chorar e aborrecer o pe­cado e amar e exercitar a virtude; porque estas são as regras e as conclusões, estes os preceitos e os teoremas por onde se aprende a ser bom, a ser jus­to, que é a ciência que professou e veio ensinar o Filho de Deus."

É de semelhante espécie de ensino que preci­sam os homens de nossos dias. Todos os problemas

Demasiada importância se liga às várias moda­lidades do saber, descurando-se o principal, que é a ciência do bem.

Os pais geralmente se preocupam com a car­reira que os filhos deverão seguir, deixando-se im­pressionar pelo brilho e pelo resultado utilitário que de tais carreiras possam advir. No entanto, dei­xam de atentar para a questão fundamental da vida, que se resolve em criar e consolidar o caráter. An­tes de tudo, e acima de tudo, os pais devem curar da educação moral dos filhos, relegando às inclina­ções e vocações de cada um a escolha da profissão, como acessório.

A crise que assoberba o mundo é a crise de ca­ráter, responsável por todas as outras.

O momento reclama a ação de homens hones­tos, escrupulosos, possuídos do espírito de justiça e compenetrados das suas responsabilidades.

Temos vivido sob o despotismo da inteligência. Cumpre sacudir-lhe o jugo fascinador, proclamando o reinado do caráter, o império da consciência, da moral e dos sentimentos.





Fonte : O Mestre na Educação

Os Problemas do Mundo


Os Problemas do Mundo são a Violência, a Corrupção, a Desonestidade, etc...

Publicamos a seguir o pensamento formulado por Martin Luther King sobre a questão e que merece toda a nossa reflexão. Enviado por Ana Basile.

"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem
dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos
bons." Martin Luther King

Camada de Ozônio


A camada de ozônio está se recuperando?
Os efeitos do aquecimento global têm chocado tanto que acabaram roubando a cena e deixando o “ex-famoso” buraco da camada de ozônio em segundo plano. Mas hoje, dia 16 de setembro, data em que comemora-se o Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio, o tema voltou a ser assunto na mídia e de forma positiva!

A OMM – Organização Meteorológica Mundial acaba de anunciar que há grandes chances do buraco da camada de ozônio sobre o Oceano Atlântico diminuir cerca de dois milhões de quilômetros quadrados, em relação ao ano passado.

Em 1989, entrou em vigor um acordo, chamado Protocolo de Montreal, para diminuir o uso dos CFCs – gases utilizados, principalmente, em aerosóis e geladeiras, que contribuem bastante para a destruição da camada de ozônio –, que parece ter sido eficiente. Desde 2006, os cientistas já comemoravam o fato de termos conseguido interromper o crescimento do buraco.

Agora, com o novo dado, que já estava sendo sinalizado pela NASA há algum tempo, muitos reavivaram as esperanças de conseguirmos recuperar totalmente a camada de ozônio em 2075. Será? Alguns especialistas acreditam que isso é impossível e afirmam, ainda, que 3% a 7% da camada já foi totalmente destruída pela ação do homem.

De qualquer forma, a notícia da OMM foi um presente de aniversário e tanto, não?! Além de um ótimo lembrete para todos nós: apesar de esquecido, o buraco na camada de ozônio não desapareceu e, para receber mais boas novas sobre ele, precisamos continuar fazendo nossa parte!





Fonte : Planeta Sustentáve

As Obras Codificadas por Allan Kardec


Leia Kardec, Estude Kardec, Sinta Kardec para vivênciar melhor nosso Mestre Jesus, o meigo rabí da Galileia.

ALLAN KARDEC


Prof. Denizard Rivail, o Allan Kardec (Lyon, 1804 - Paris, 1869)
Filho do juiz Jean-Baptiste Antoine Rivail e de Jeanne Louise Duhamel, nasceu às dezenove horas do dia três de outubro de 1804, na cidade francesa de Lyon, um dos maiores pedagogos e polimatas que o mundo já conheceu: Hippolyte Léon Denizard Rivail. Sua formação educacional se verificou no pioneiro Instituto de Yverdon, Suíça, fundado no mesmo ano por Johann Heinrich Pestalozzi. Hippolyte ficou por quase dez anos aos cuidados desse pai da pedagogia moderna (1815-1823?).

O professor Rivail foi um homem ao qual se pode com justiça atribuir um sa-ber enciclopédico. Chef d’Institution desde os vinte anos de idade, são muitos os seus títulos acadêmicos e luminosa a sua obra pedagógica. Lecionava cinco das seis ciências fundamentais da classificação de Auguste Comte. Não lhe foi difícil, desse modo, ingressar nas associações culturais da mais alta significância de sua época: a Academia Real das Ciências, de Arràs, e a Sociedade das Ciências Naturais de França. Exímio poliglota, dominava perfeitamente os idiomas alemão, inglês, holandês, italiano e espanhol; não mencionando o latim, o grego e o gaulês.

Segundo a obra de WANTUIL & THIESEN. "Allan Kardec. Meticulosa pesquisa biobibliográfica". Vol. I. pp. 187 e 189:

"Destinadas à instrução primária, secundária e até mesmo superior, algumas de suas obras foram adotadas pela Universidade de França, em estabelecimentos públicos.
Nos planos e projetos apresentados aos membros do Parlamento, às comissões encarregadas da reforma do ensino e à Universidade, nota-se que o autor se adiantara de muitos anos aos processos pedagógicos então em voga, aproximando-se, em diversos pontos, da escola ativa.
(...)
Antes que o espiritismo lhe popularizasse e imortalizasse o pseudônimo Allan Kardec, já havia Rivail firmado bem alto, no conceito do povo francês e no respeito de autoridades e professores, a reputação de distinto mestre da pedagogia moderna, com seu nome inscrito em importantes obras biobibliográficas".

Obras pedagógicas do Prof. Rivail:

- Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época? (1831)
- Plano para o melhoramento da instrução pública (1828)
- Curso prático e teórico de aritmética (1825)
- Gramática francesa clássica (1831)
- Manual dos exames para obtenção dos diplomas de capacidade (1846)
- Catecismo gramatical da língua francesa (1848)
- Ditados normais dos exames na Municipalidade e na Sorbona (1849)
- Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849)

Já constituindo o Espiritismo e assinando "Allan Kardec", o professor Rivail publicou estes títulos em definitivo:

- O livro dos espíritos (1857)
- O que é o espiritismo (1859)
- O livro dos médiuns (1861)
- O evangelho segundo o espiritismo (1864)
- O céu e o inferno (1865)
- A gênese (1868)
- Revista Espírita (mensário públicado sob sua direção de jan/1858 a abr/1869)
- Viagem espírita em 1862

Em 1890 foram publicados escritos inéditos de Kardec, reunidos no volume "Obras Póstumas

Reciclagem do Lixo


Introdução

O termo reciclar significa transformar objetos materiais usados (ou lixo material) em novos produtos para o consumo. Esta necessidade foi despertada pelas pessoas comuns e governantes, a partir do momento em que observou-se os benefícios que a reciclagem apresenta para o nosso planeta.

Importância e benefícios da reciclagem

Desde a década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis cresceu significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países industrializados. Muitos governos e ONGs (Organizações Não Governamentais) estão cobrando das indústrias atitudes responsáveis. Neste sentido, o desenvolvimento econômico deve estar aliado à preservação do meio ambiente. Atividades como campanhas de coleta seletiva de lixo e reciclagem de alumínio, plástico e papel, já são corriqueiras em várias cidades do mundo.

No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera renda, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem ajuda a diminuir significativamente a poluição da água, do ar e do solo. Muitas empresas estão reciclando materiais como uma maneira de diminuir os custos de produção de seus produtos.

Outro importante benefício gerado pela reciclagem é a quantidade de novos empregos que ela tem gerado nos grandes centros urbanos. Muitas pessoas sem emprego formal (com carteira registrada) estão buscando trabalho neste ramo e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio, por exemplo, já são comuns nas grandes cidades do Brasil.

Diversos materiais como, por exemplo, o alumínio pode ser reciclado com um índice de reaproveitamento de aproximadamente 100%. Derretido, ele volta para as linhas de produção das indústrias de embalagens, reduzindo os custos para as empresas.

Várias campanhas de educação ambiental têm despertado a atenção para o problema do lixo nos grandes centros urbanos. Cada vez mais, os centros urbanos, com altos índices de crescimento da população, tem encontrado dificuldades em obter locais para instalarem depósitos de lixo (aterros). Logo, a reciclagem mostra-se como uma solução viável do ponto de vista econômico, além de ser ambientalmente correta. Nas escolas, muitos alunos são orientados pelos educadores a separarem o lixo em suas casas. Outro fato interessante é que já é muito comum nos grandes condomínios residenciais a reciclagem do lixo.

Em regiões de zona rural a reciclagem também está acontecendo. O lixo orgânico (sobras de vegetais, frutas, grãos e legumes) é utilizado na produção de adubo orgânico para ser usado na agricultura.

Como podemos verificar, se o ser humano souber utilizar os recursos que a natureza oferece, poderemos ter, muito em breve, um ambiente mais limpo desenvolvido de forma sustentável.

Curiosidade: Você sabia que muitos produtos levam muitos anos para serem absorvidos pelo meio-ambiente? Veja abaixo uma relação das substâncias e o tempo que elas levam para serem absorvidas no solo.

· Papel comum: de 2 a 4 semanas
· Cascas de bananas: 2 anos
· Latas: 10 anos
· Vidros: 4.000 anos
· Tecidos: de 100 a 400 anos
· Pontas de cigarros: de 10 a 20 anos
· Couro: 30 anos
· Embalagens de plástico: de 30 a 40 anos
· Cordas de náilon: de 30 a 40 anos
· Chicletes: 5 anos
· Latas de alumínio: de 80 a 100 anos

quinta-feira, 27 de maio de 2010

ADAPTSURF



A ADAPTSURF é uma Instituição que tem como missão promover a inclusão e integração social das pessoas com deficiencia ou mobilidade reduzida, garantindo igualdade de oportunidades e acesso ao lazer, esporte e cultura, através do contato direto com a Natureza.
Saiba mais sobre a ADAPTSURF, acesse www.ADAPTSURF.ORG.BR
No ultimo domingo, dia 16 de maio, momentos antes da final, A ONG ADAPTSURF promoveu uma apresentação de surf adaptado no evento com a participação dos surfistas Henrique Saraiva, na modalidade kneeboard (surf de joelhos) e Andre Souza, que surfa deitado por comprometimento dos membros inferiores, nossos atletas mostraram ao mundo mais uma vez a possibilidade de superar limites através do esporte.Aproveito o ensejo dessa postagem para agradecer mais uma vez ao Marcelo Super Glass que consertou minha prancha de última hora para que eu pudesse viajar e estar presente no dia seguinte em Saquarema. Ao Haroldo e ao Claudios, da SeaCult, que me apóiam com seus produtos surfwear, ao Rafael Rodrigues (meu Shaper) e ao Sergio Peixe (que fez meu astrodeck). Em especial, ao Irmão Phelipe Nobre meu instrutor de Surf. Deixo também meu muito obrigado a todos os envolvidos nessa atividade.As ondas perfeitas da praia de Itauna em Saquarema me agraciaram com uma das maiores emoções que eu já curti nessa modalidade esportiva.
Andrezinho Carioca!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Woohoo Aloha!!!


Aloha! é mais do que uma simples saudação, é o respeito para com outro, a amizade e a contemplação da união da natureza com o homem. Todos nós surfistas ou não, somos unidos pelo espírito Aloha.
Independente do segmento de surf que você escolheu Body Surf, Bodyboard, Surf de Pranchinha, Retro, Longboard, Towin, Stand Up Paddle Surf, Kite Surf, Wind Surf… Como Ser Humano você deve compreender e dividir esta dádiva de uma forma coletiva.

Transforme o mundo, seja, Aloha

terça-feira, 25 de maio de 2010

PRESERVE O MEIO AMBIENTE





Como vamos nos mater vivos se não mantivermos a natureza viva???

Impacto Ambiental X Educação Ambiental

O homem afeta e impacta o meio ambiente da mesma maneira que uma árvore pode influenciar o microclima de uma região e a presença de determinada vida silvestre define a cadeia alimentar e o equilíbrio entre as espécies.

O meio ambiente é um conjunto de relações interdependentes que são estabelecidas entre os fenômenos naturais, a flora, a fauna e o homem. Qualquer desses componentes, quando alterado, age de alguma forma sob os demais.Uma espécie animal, por exemplo, quando extinta, pode fazer com que outra se prolifere, destruindo parte da vegetação, que lhe servirá de alimento, podendo alterar o clima, o solo, chegando a trazer malefícios ao próprio homem, que não soube explorar corretamente o que a natureza lhe ofereceu. Esse mesmo homem, devido à facilidade de provocar ações em série, usando máquinas e tecnologia avançada, pode contribuir, em curto espaço de tempo, com a destruição um trabalho exercido há milhares de anos pela própria natureza.

Por outro lado, o trabalho no sentido oposto, em busca de uma reestruturação, não pode ser feito de repente, deve ser pensado a longo prazo.

Uma das alternativas seria o investimento em Educação Ambiental. O comportamento dito ambientalmente correto geralmente exige mudança de hábitos, tornando maior a dificuldade em se trabalhar com adultos. Principalmente quando se trata de um país subdesenvolvido, em que grande parte da população não dispõe de muitas alternativas, limitando-se a garantir a própria sobrevivência.

O trabalho com crianças é sempre mais fácil, uma vez que essas ainda estão formando sua personalidade e definido seus hábitos. Alem disso a criança tem capacidade de influenciar a opinião de adultos, podendo difundir em sua comunidade tudo aquilo que aprender.

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Será que não percebemos que para nos mantermos vivos devemos preservar o meio ambiente?

Estamos todos interligados.


Devemos aprender a dividir o nosso planeta terra com outros seres vivos, seja eles quais forem!!

RESPEITAR TODA FORMA DE VIDA!

RESPEITAR e PRESERVAR TODOS OS ECOSSISTEMAS, sejam eles: dunas, banhados, oceanos, florestas, campos, manguezais etc... Cada ecosssitema abriga espécies específicas, espécies únicas e com suas particularidades e uma vez sendo destruídos estes ambientes pode-se levar a extinção de muitas formas de vida!


Precisamos da água, do ar, do solo e de todas as coisas que a natureza GRATUITAMENTE NOS DÁ, mas infelizmente, pelo mínimo, presenciamos este presente sendo destruído e é graças a ele q estamos vivos AGORA! NESTE MOMENTO!!

AME A NATUREZA, RESPEITE ELA E POR FAVOR, FAÇA A SUA PARTE!

Não existe nada mais perfeito na terra que a NOSSA NATUREZA!