segunda-feira, 30 de junho de 2014

DIVULGAÇÃO ESPÍRITA

Divulgação Espírita

Bezerra de Menezes

Filhos, o Senhor nos abençoe.
Efetivamente, as vossas responsabilidades no plano terrestre vos concitam ao trabalho árduo
no que se refere à implantação das idéias libertadoras da Doutrina Espírita, que fomos trazidos a
servir. Em verdade, nós outros, os amigos desencarnados, até certo ponto, nos erigimos em
companheiros da inspiração, mas as realidades objetivas são vossas, enquanto desfrutardes as
prerrogativas da encarnação.
Compreendamos, assim, que a vossa tarefa na divulgação do Espiritismo é ação gigantesca,
de que não vos será lícito tirar a atenção.
Nesse aspecto do assunto, urge considerarmos o impositivo da distribuição eqüitativa e plena
dos valores espirituais, tanto quanto possível, a benefício de todos.
Devotemo-nos à cúpula, de vez que em qualquer edificação o teto é a garantia da obra, no
entanto, é forçoso recordar que a edificação é de serventia ou deve servir à vivência de quantos
integram no lar a composição doméstica. Em Doutrina Espírita, encontramos a Terra toda por lar de
nossas realizações comunitárias e, por isso mesmo, a cúpula das idéias é conclamada a exercer a
posição de cobertura generosa e benéfica, em auxílio da coletividade.
Não vos isoleis em quaisquer pontos de vista, sejam eles quais forem.
Estudai todos os temas da humanidade e ajustai-vos ao progresso, cujo carro prossegue em
marcha irreversível.
Observai tudo e selecionai os ingredientes que vos pareçam necessários ao bem geral. Nem
segregação na cultura acadêmica nem reclusão nas afirmativas do sentimento.
Vivemos um grande minuto rna existência planetária, no qual a civilização, para sobreviver,
há de alçar o coração ao nível do cérebro e controlar o cérebro, de tal modo que o coração não seja
sufocado pelas aventuras da inteligência.
Equilíbrio e justiça. Harmonia e compreensão.
Nesse sentido, saibamos orientar a palavra espírita no rumo do entendimento fraternal.
Todos necessitamos de sua luz renovadora.
Imperioso, desse modo, saber conduzi-la, através das tempestades que sacodem o mundo
de hoje, em todas os distritos da opinião.
Congreguemos todos os companheiros na mesma formação de trabalho, conquanto se nos
faça imprescindível a sustentação de cada um no encargo que lhe compete.
Nenhuma inclinação à desordem, a pretexto de manter coesão, e nenhum endosso à
violência sob a desculpa de progresso.
Todos precisamos penetrar no conhecimento da responsabilidade de viver e sentir, pensar e
fazer.
Os melhores necessitam do Espiritismo para não perderem o seu próprio gabarito nos
domínios da elevação; os companheiros da retaguarda evolutiva necessitam dela para se altearem de
condição. Os felizes reclamam-lhe o amparo, a fim de não se desmandarem nas facilidades que
transitoriamente lhes enfeitam as horas, e os menos felizes pedem-lhe o socorro, a fim de se

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apoiarem na certeza do futuro melhor; os mais jovens solicitam-lhe os avisos para se organizarem
perante a experiência que lhes acena ao porvir e os companheiros amadurecidos na idade física
esperam-lhe o auxílio para suportar com denodo e proveito as lições que o mundo lhes reserva na
hora crepuscular.
Assim sendo, tendes convosco todo um mundo de realizações a mentalizar, preparar,
levantar, construir.
Não nos iludamos. Hoje dispondes da ação, no corpo que envergais; amanhã seremos nós,
os amigos desencarnados, que vos substituiremos na arena de serviço.
A nossa interdependência é total.
E, ante a nossa própria imortalidade, estejamos convencidos de que voltaremos sempre à
retaguarda para corrigirmos, retificando os erros que tenhamos, acaso perpetrado.
Mantenhamo-nos, por isso, vigilantes.
Jesus na Revelação e Kardec no Esclarecimento resumem para nós códigos numerosos da
orientação e conduta.
Estamos ainda muito longe de qualquer superação, à frente de um e outro, porque,
realmente, os objetivos essenciais do Evangelho e da Codificação exigem ainda muito esforço da
nossa parte para serem, por fim, atingidos.
Finalizando, reflitamos que sem comunicação não teremos caminho.
Examinemos e estudemos todos os ensinos da verdade, aprendendo a criar estradas
espirituais de uns para os outros. Estradas que se pavimentem na compreensão de nossas
necessidades e problemas em comum, a fim de que todas as nossas indagações sejam solucionadas
com eficiência e segurança.
Sem intercâmbio, não evoluiremos; sem debate, a lição mora estanque no poço da
inexperiência, até que o tempo lhe imponha a renovação. Trabalhemos servindo e sirvamos
estudando e aprendendo. E guardemos a convicção de que, na Bênção do Senhor, estamos e
estaremos todos reunidos uns com os outros, hoje quanto amanhã, agora como sempre.

Comunicação recebida em 6 de dezembro de 1969, pelo médium Francisco Cândido Xavier e
publicada no Reformador de abril de 1977.

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Como entender a Com

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