sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Ser mãe

2014 


A mãe, rainha do lar, aquela que conhece os filhos como ninguém. Conhece-os pelo andar, pelo falar, pelo olhar e até mesmo pela forma como respiram. Que ama seu filho do jeito que é, de quem ele seja. Pode-se nascer sem a presença do pai, mas é impossível nascer sem a presença da mãe.

É essa criatura especial, que, no anseio de conduzir o filho ao caminho do bem, às vezes o atormenta sufocando-o na superproteção impensada. Pensemos aí na mulher consciente, pois a influência da mãe é visível sobre a vida dos seus filhos. Podem tanto conduzi-los para o alto como jogá-los para baixo.

Há as que entendem que eles lhe pertencem, transferindo-lhes suas dificuldades, seus medos, suas projeções de vida. Fazem dos filhos suas extensões.

Em sentido inverso, a mãe também não escapa aos olhos dos filhos. Eles sabem e sentem se ela está triste, feliz ou aborrecida. Sem dizer uma palavra, em silêncio. Esta intimidade vem dos nove meses de gestação e, até mesmo antes desse período, quando a mãe capta as emissões do feto e as interpreta, como um ser sensitivo interpretaria uma influenciação espiritual sobre seu psiquismo. São os momentos em que a mulher filtra o psiquismo de seu filho. Por isso eles se conhecem mutuamente... e juntos se aprimoram.

Em O Livro dos Espíritos Allan Kardec pergunta aos Espíritos qual é a missão mais importante dentre aquelas que Deus concedeu aos homens na Terra. Os Imortais respondem que a missão mais importante é a da mulher, e completam - porque é ela que educa o homem.

Sendo assim, a mãe atenta, conscienciosa sabe que os filhos não lhes pertencem, sabe que são filhos de Deus, assim como ela, são filhos da Vida e que para a vida ela os deverá conduzir. O exercício desta missão se chama Amor.

A Mentora Joanna de Ângelis nos diz que “a conquista do amor é resultado de processos emocionais amadurecidos, vivenciados pela conquista do si.” O que nos faz refletir em mães que dizem amar, mas de certa forma ainda não exercitam o autoamor. Como podemos dizer que tanto amamos se o amor não passa por nós primeiramente?

Há, ainda, as mães distraídas, que teimam em ignorar o momento atual, o qual nos traz sérias advertências, mesmo assim mergulham nos vapores das ilusões, a fim de fugirem da responsabilidade e compromissos que lhes são próprios, muitas vezes anestesiando a razão e se entregando aos prazeres exaustivos e fugidios, terceirizando assim, a sua prole.

O Espírito Camilo nos lembra de que se realizarmos com êxito feliz essa missão, teremos dado conta dos deveres morais que nos aproximaram dessas almas e teremos aberto, verdadeiramente, a nossa própria estrada iluminada para a vitória e para a paz correspondentes ao bom servidor.


Silvana Z.B. Pfeil
Diretora da Área de Assuntos da Família


O Livro dos Espíritos
Joanna de Ângelis/Amor Imbatível Amor
Espírito Camilo/Minha Família, o Mundo e Eu
 


 

Nenhum comentário: