sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Ser mãe

2014 


A mãe, rainha do lar, aquela que conhece os filhos como ninguém. Conhece-os pelo andar, pelo falar, pelo olhar e até mesmo pela forma como respiram. Que ama seu filho do jeito que é, de quem ele seja. Pode-se nascer sem a presença do pai, mas é impossível nascer sem a presença da mãe.

É essa criatura especial, que, no anseio de conduzir o filho ao caminho do bem, às vezes o atormenta sufocando-o na superproteção impensada. Pensemos aí na mulher consciente, pois a influência da mãe é visível sobre a vida dos seus filhos. Podem tanto conduzi-los para o alto como jogá-los para baixo.

Há as que entendem que eles lhe pertencem, transferindo-lhes suas dificuldades, seus medos, suas projeções de vida. Fazem dos filhos suas extensões.

Em sentido inverso, a mãe também não escapa aos olhos dos filhos. Eles sabem e sentem se ela está triste, feliz ou aborrecida. Sem dizer uma palavra, em silêncio. Esta intimidade vem dos nove meses de gestação e, até mesmo antes desse período, quando a mãe capta as emissões do feto e as interpreta, como um ser sensitivo interpretaria uma influenciação espiritual sobre seu psiquismo. São os momentos em que a mulher filtra o psiquismo de seu filho. Por isso eles se conhecem mutuamente... e juntos se aprimoram.

Em O Livro dos Espíritos Allan Kardec pergunta aos Espíritos qual é a missão mais importante dentre aquelas que Deus concedeu aos homens na Terra. Os Imortais respondem que a missão mais importante é a da mulher, e completam - porque é ela que educa o homem.

Sendo assim, a mãe atenta, conscienciosa sabe que os filhos não lhes pertencem, sabe que são filhos de Deus, assim como ela, são filhos da Vida e que para a vida ela os deverá conduzir. O exercício desta missão se chama Amor.

A Mentora Joanna de Ângelis nos diz que “a conquista do amor é resultado de processos emocionais amadurecidos, vivenciados pela conquista do si.” O que nos faz refletir em mães que dizem amar, mas de certa forma ainda não exercitam o autoamor. Como podemos dizer que tanto amamos se o amor não passa por nós primeiramente?

Há, ainda, as mães distraídas, que teimam em ignorar o momento atual, o qual nos traz sérias advertências, mesmo assim mergulham nos vapores das ilusões, a fim de fugirem da responsabilidade e compromissos que lhes são próprios, muitas vezes anestesiando a razão e se entregando aos prazeres exaustivos e fugidios, terceirizando assim, a sua prole.

O Espírito Camilo nos lembra de que se realizarmos com êxito feliz essa missão, teremos dado conta dos deveres morais que nos aproximaram dessas almas e teremos aberto, verdadeiramente, a nossa própria estrada iluminada para a vitória e para a paz correspondentes ao bom servidor.


Silvana Z.B. Pfeil
Diretora da Área de Assuntos da Família


O Livro dos Espíritos
Joanna de Ângelis/Amor Imbatível Amor
Espírito Camilo/Minha Família, o Mundo e Eu
 


 

sábado, 20 de setembro de 2014

ESPIRITISMO E ESPORTE

Com muita sabedoria os antigos falavam de mente sã em corpo são. O Espiritismo entende que, também, deve ser assim. aprendemos a olhar o ser humano encarnado como um todo, formado de corpo, períspirito e espírito. O Espírito é  a sede da inteligência, dos sentimentos, traz na sua essência as sementes da divindade. assim, pelo espírito, somos, potencialmente, seres divinos.
O corpo físico é a nossa máquina de viver. é o veículo de manifestação do espírito, enquanto encarnado. O perispírito é um regulador vibratório. Funciona como uma espécie de embreagem, ajustando a altíssima frequência do espírito às vibrações muito mais lentas do corpo. Imaginemos que em nossa casa está acesa uma lâmpada – que representa o corpo físico. A usina geradora – correspondendo ao espírito – produz uma quantidade muito grande de energia.
Entre a usina e a lâmpada existem resistores, cabos, reguladores, enfim todo um conjunto de elementos que permitem que chegue à lâmpada, exatamente, a energia de que ela necessita.  Se vier energia demais, a lâmpada explode. Se chegar pouca energia a lâmpada  pode nem acender. O  perispirito é assim, o intermediário ao qual o corpo físico se conforma para que o espírito possa cumprir bem a sua tarefa, a caminho da evolução.
Do espírito para o corpo, o perispirito leva emoções. Do corpo para o espírito, o perispírito transporta as sensações.
Se o espiríto está equilibrado, suas emoções são ajustadas e ofereção ao corpo condições ótimas para o seu funcionamento.Uma estrutura física desajustada não é ferramenta adequada para a plena manifestação para o espírito.
O esporte exige disciplina, esforço, perseverança, conhecimento dos  limites próprios.
Quando coletivo, o esporte impõe cooperação, intercâmbio, apoio mútuo.
Tais palavras expressam valores morais que, corretamente aplicados, trarão evidentes benefícios para o ser humano.
O esporte, portanto, é não só útil como desejável. Para um conceito moderno de saúde, associado a sanidade- vejam como é parecida com santidade – o esporte é indispensável.
É necessário tomar cuidado com as competições. Quando se tornam caudatórias de interesses menores, quando acirram paixões, muitas vezes são instrumentos de morte. Entretanto o esporte, pela sua própria  natureza, deve ser sinônimo de vida abundante, vigoroso, alegre, feliz.
Aprendemos na Doutrina Espírita que a grande competição deve ser não contra o homem velho das lições evangélicas, hostil, egoísta, vaidoso, mesquinho, maledicente, que ainda reside em nós mesmos.
O ideal é que, antes de ser um atleta do físico, se seja atleta do espírito. Emoções equilibradas, pacificação da consciência, honestidade, respeito, lealdade, modéstia, calma, concentração, simplicidade, são características do atleta verdadeiro. São características do atleta verdadeiro. São também atributos do homem de bem.
Por sua filosofia , o Espiritismo ama a vida. Ama, portanto, o esporte, o esporte sadio, em que as pessoas, prelimirnarmente, competem consigo mesmos, buscando aperfeiçoar-se física e moralmente. O esporte saudável, associativo, aproximador das pessoas, será contribuição decisiva para a construção desse mundo melhor com o qual todos sonhamos.
“Revista de O Cruzado”




segunda-feira, 30 de junho de 2014

DIVULGAÇÃO ESPÍRITA

Divulgação Espírita

Bezerra de Menezes

Filhos, o Senhor nos abençoe.
Efetivamente, as vossas responsabilidades no plano terrestre vos concitam ao trabalho árduo
no que se refere à implantação das idéias libertadoras da Doutrina Espírita, que fomos trazidos a
servir. Em verdade, nós outros, os amigos desencarnados, até certo ponto, nos erigimos em
companheiros da inspiração, mas as realidades objetivas são vossas, enquanto desfrutardes as
prerrogativas da encarnação.
Compreendamos, assim, que a vossa tarefa na divulgação do Espiritismo é ação gigantesca,
de que não vos será lícito tirar a atenção.
Nesse aspecto do assunto, urge considerarmos o impositivo da distribuição eqüitativa e plena
dos valores espirituais, tanto quanto possível, a benefício de todos.
Devotemo-nos à cúpula, de vez que em qualquer edificação o teto é a garantia da obra, no
entanto, é forçoso recordar que a edificação é de serventia ou deve servir à vivência de quantos
integram no lar a composição doméstica. Em Doutrina Espírita, encontramos a Terra toda por lar de
nossas realizações comunitárias e, por isso mesmo, a cúpula das idéias é conclamada a exercer a
posição de cobertura generosa e benéfica, em auxílio da coletividade.
Não vos isoleis em quaisquer pontos de vista, sejam eles quais forem.
Estudai todos os temas da humanidade e ajustai-vos ao progresso, cujo carro prossegue em
marcha irreversível.
Observai tudo e selecionai os ingredientes que vos pareçam necessários ao bem geral. Nem
segregação na cultura acadêmica nem reclusão nas afirmativas do sentimento.
Vivemos um grande minuto rna existência planetária, no qual a civilização, para sobreviver,
há de alçar o coração ao nível do cérebro e controlar o cérebro, de tal modo que o coração não seja
sufocado pelas aventuras da inteligência.
Equilíbrio e justiça. Harmonia e compreensão.
Nesse sentido, saibamos orientar a palavra espírita no rumo do entendimento fraternal.
Todos necessitamos de sua luz renovadora.
Imperioso, desse modo, saber conduzi-la, através das tempestades que sacodem o mundo
de hoje, em todas os distritos da opinião.
Congreguemos todos os companheiros na mesma formação de trabalho, conquanto se nos
faça imprescindível a sustentação de cada um no encargo que lhe compete.
Nenhuma inclinação à desordem, a pretexto de manter coesão, e nenhum endosso à
violência sob a desculpa de progresso.
Todos precisamos penetrar no conhecimento da responsabilidade de viver e sentir, pensar e
fazer.
Os melhores necessitam do Espiritismo para não perderem o seu próprio gabarito nos
domínios da elevação; os companheiros da retaguarda evolutiva necessitam dela para se altearem de
condição. Os felizes reclamam-lhe o amparo, a fim de não se desmandarem nas facilidades que
transitoriamente lhes enfeitam as horas, e os menos felizes pedem-lhe o socorro, a fim de se

4

apoiarem na certeza do futuro melhor; os mais jovens solicitam-lhe os avisos para se organizarem
perante a experiência que lhes acena ao porvir e os companheiros amadurecidos na idade física
esperam-lhe o auxílio para suportar com denodo e proveito as lições que o mundo lhes reserva na
hora crepuscular.
Assim sendo, tendes convosco todo um mundo de realizações a mentalizar, preparar,
levantar, construir.
Não nos iludamos. Hoje dispondes da ação, no corpo que envergais; amanhã seremos nós,
os amigos desencarnados, que vos substituiremos na arena de serviço.
A nossa interdependência é total.
E, ante a nossa própria imortalidade, estejamos convencidos de que voltaremos sempre à
retaguarda para corrigirmos, retificando os erros que tenhamos, acaso perpetrado.
Mantenhamo-nos, por isso, vigilantes.
Jesus na Revelação e Kardec no Esclarecimento resumem para nós códigos numerosos da
orientação e conduta.
Estamos ainda muito longe de qualquer superação, à frente de um e outro, porque,
realmente, os objetivos essenciais do Evangelho e da Codificação exigem ainda muito esforço da
nossa parte para serem, por fim, atingidos.
Finalizando, reflitamos que sem comunicação não teremos caminho.
Examinemos e estudemos todos os ensinos da verdade, aprendendo a criar estradas
espirituais de uns para os outros. Estradas que se pavimentem na compreensão de nossas
necessidades e problemas em comum, a fim de que todas as nossas indagações sejam solucionadas
com eficiência e segurança.
Sem intercâmbio, não evoluiremos; sem debate, a lição mora estanque no poço da
inexperiência, até que o tempo lhe imponha a renovação. Trabalhemos servindo e sirvamos
estudando e aprendendo. E guardemos a convicção de que, na Bênção do Senhor, estamos e
estaremos todos reunidos uns com os outros, hoje quanto amanhã, agora como sempre.

Comunicação recebida em 6 de dezembro de 1969, pelo médium Francisco Cândido Xavier e
publicada no Reformador de abril de 1977.

5

Como entender a Com

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Espiritismo e Copa do Mundo

O título deste ensaio, por si só, deve provocar uma reação de surpresa e dúvida por parte do leitor. Afinal, qual é a relação que existe entre a Doutrina Espírita e um dos maiores eventos esportivos do mundo contemporâneo? Introdutoriamente, assim, pode-se afirmar que qualquer situação humano-espiritual está ao alcance da consideração espiritista, sem que tenhamos a intenção de justificar ou referendar as atitudes humanas, mas, pelo contrário, a proposta é aproveitar as diversificadas situações da vida material, como mote para as apreciações (oportunas) dos fatos à luz do Espiritismo. A Copa do Mundo é um evento que, sabidamente, ocorre de quatro em quatro anos, entre agremiações esportivas que representam a bandeira e as cores dos países que dela participam (conforme critérios de acessibilidade numa competição prévia – eliminatórias – ou por ser o país-sede do evento). Por detrás da prática desportiva (que envolve pessoas que a exercem com ânimo profissional – atletas, dirigentes e árbitros) –, há, com certeza, diversos fatores, entre os quais, citamos, exemplificativamente, os de cunho geopolítico, econômico e social, que podem ser determinantes para a polarização dos interesses do público que comparece (preferencialmente) aos jogos, tanto quanto para aqueles que, mesmo situados nos lugares mais longínquos, acompanham, pelos meios de comunicação, as partidas. A Copa é, portanto, uma grande festa, marcada substancialmente pela pluralidade cultural e étnica, onde desfilam caracteres e expressões que contemplam povos, raças e gerações, numa indizível miscigenação. Guardadas as devidas proporções, tem-se que, em regra, mesmo com as dicotomias da linguagem articulada (idioma) e gráfica, as pessoas conseguem se comunicar, se entender e se respeitar. Excetuando-se, é claro, alguns seres que ainda estagiam em níveis psicológicos de perturbação e violência, pode-se afirmar, com tranqüilidade, que a acirrada competição nos gramados, calcada na disputa pela vitória, superando adversários, não se estende para as arquibancadas, pois a “ficção” que é representada pelos embates esportivos não corresponde, na vida “real”, à aniquilação de uns por parte de outros (permita-nos o leitor, que nos antecipemos em dizer que, apesar da existência, no presente ou em tempos idos, de governantes tiranos, déspotas e beligerantes, aqueles que, inclusive, dizimaram ou tentam dizimar seus “opositores”, a imensa maioria dos povos prefere a convivência pacífica e harmoniosa). Sob a ótica espírita, então, como pode ser encarado (e interpretado, mesmo que por analogia) o acontecimento em tela? Vamos, pois, aos elementos que, em nossa visão e análise, merecem destaque e digressão. Primeiramente, o esporte (e tudo aquilo que com ele se relaciona – patrocínios, comunicação, tecnologia, alimentação, hospedagem, lazer, comércio, etc.) – configura a dedicação e o interesse (direto ou indireto) de espíritos encarnados nas ocupações materiais da vida, o que recebe o título conceitual de trabalho. Emmanuel, num de seus oportunos escritos, certa feita, já havia afirmado: “Toda ocupação útil é trabalho”. Neste sentido, complementarmente, a vitória no competitório, representada pela taça, materializa a conjugação de esforços (coletivos) para tal intento e, nesta acepção, pode-se dizer que “ganhou o mais capaz”, isto é, aquele que mais trabalhou (para tal desiderato). A competição esportiva, por extensão, é regida por regras (rígidas) que contemplam a punição aos faltosos (os cartões amarelos e vermelhos, os exames de “anti-dopping”, a suspensão e/ou a exclusão de participantes), seja pela atuação (direta e imediata) dos árbitros, seja posteriormente a cada jogo, por análises e deliberações de órgãos colegiados. Aqui, uma verossímil semelhança com a sistemática da Justiça Divina, que, a partir de um sistema de compensação (ação e reação), determina a forma pela qual os seres saldam seus débitos e restituem possíveis prejuízos causados. Não é necessária, assim, a presença de um Tribunal Espiritual, pois o próprio ser é o juiz de si mesmo. A principal distinção entre as avaliações do esporte e os atos judiciais espirituais é que, no âmbito destes últimos, não existem “injustiças” nem os erros comuns ao nível humano e suas imperfeições. Em segundo plano, o objetivo da competição futebolística é a vitória, que representa a adoção da melhor estratégia, com os recursos disponíveis, frente aos distintos desafios que constituem a competição, desde a fase inicial, passando pelas oitavas, quartas, semifinal e final. Assim também o é em relação às lutas e embates do cotidiano humano-espiritual, quando cada indivíduo adota estratégias, programa-se para o futuro, reúne credenciais e qualificações para superar suas limitações e “ser o melhor”. A vitória é, assim, do ponto de vista espiritual, uma conquista, e não obra do acaso, da sorte, ou da “conspiração (a favor) dos deuses”. Se, no caso do esporte, um lance casual, uma infelicidade de algum atleta, ou um erro humano podem determinar um resultado, na vida, a equação merecimento-competência-trabalho parece ser a mais adequada para representar o conjunto da trajetória exitosa de todos os espíritos, uns mais rapidamente do que outros, é bem verdade. No cenário da vitória, deve ficar evidente que a ambição não assume contornos de vaidade e egoísmo, ou de prepotência e arrogância – tão comuns no esporte – mas, em verdade, devem sobressair aspectos relacionados ao desenvolvimento de virtudes como a perseverança, a dedicação, o comprometimento e a participação efetiva daqueles que desejam vencer. No plano ideal da existência espiritual, deve o ser alegrar-se com o sucesso, mas, ao contrário das manifestações materiais, a alegria do companheiro (e, até, do adversário) é compartilhada mesmo pelos “derrotados”, pois todos, indistintamente, mais dia menos dia, alcançarão os objetivos finalísticos. Outro ponto a salientar – principalmente nos últimos tempos – é a questão do “fair play”, isto é, a solidariedade, o “jogo leal”, que principia por pequenos gestos, no próprio jogo, em que a bola é colocada para fora de jogo para que um atleta (contundido) seja atendido, os jogadores se desculpem em virtude de alguma jogada mais ríspida, e a bola, igualmente, seja devolvida para o time que detinha sua posse, no momento da interrupção da partida. Esta deve ser, em essência, a tônica dos relacionamentos humanos, e passa a ser rotina quando o ser desperta para certas necessidades e passa a tratar o semelhante do mesmo modo como deseja ser, por ele, tratado. Isto, fundamentalmente, diferencia os seres entre si, de modo que a assunção de uma postura pró-ativa, solidária e construtiva, causa reações nos circunstantes, provocando, nestes últimos, a oportuna reflexão que impele à mudança. Temos presente, neste peculiar, que, principiando por fazer o bem àqueles que, também, favoravelmente nos tratam – aquilo que a lição evangélica identifica como o amor aos parentes e seres mais próximos de nós – evolui para a consideração dos outros seres que nos rodeiam, até alcançar os que se comportam ou se dizem nossos inimigos: adversários de ontem ou de hoje, que estagiam conosco no aprendizado de todos os dias. Por fim, ainda que num exercício de ufanismo (ou utopia), resta-nos considerar que o verdadeiro congraçamento entre atletas e torcedores pelos estádios da Copa do Mundo, sejam representativos de uma futura atmosfera de total entendimento entre os seres que, mais despertos para as realidades espirituais, possam envidar todos os esforços no sentido da compreensão do semelhante, da harmonia entre indivíduos e povos, numa festejada fraternidade. Quem sabe um dia, o exemplo do esporte esteja estampado no cotidiano de nossas vidas! * * * (*) Marcelo Henrique, Doutorando em Direito e Assessor Administrativo da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo - ABRADE.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Pai Nosso comentado

Pai Nosso comentado segundo o Evangelho Segundo o Espiritismo


I – Pai nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome!



Acreditamos em Vós, Senhor, porque tudo revela o Vosso poder e a Vossa bondade. A harmonia do Universo testemunha uma sabedoria, uma prudência e uma previdência que excedem a todas as faculdades humanas; o nome de um Ser soberanamente grande e sábio está inscrito em todas as obras da criação, desde o mais insignificante arbusto e o mais diminuto inseto, até nos astros que se movem no espaço; por toda a parte vemos a prova de uma solicitude paterna; cego é aquele que Vos não reconhece em Vossas obras, orgulhoso aquele que Vos não glorifica e ingrato o que Vos não presta ação de graças.



II – Venha a nós o vosso reino!



Que o reino de paz e de Caridade, instituído pelo Vosso Amado Filho, Jesus Cristo, se torne conhecido e obedecido por todos, para que cessem as maldades deste mundo. Que a inteligência e a razão humana se esclareçam à luz das divinas verdades, de que são portadores os Vossos Santos Espíritos, para que a incredulidade desapareça da Terra e todos possam reconhecer a Vós como único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo o Mestre soberano que Vós enviastes.



III – Seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu!



Ajudai-nos a observar as Vossas leis e a submeter-nos, sem murmurar, aos decretos divinos, porque Vós sois a fonte da sabedoria e do amor e nós, criaturas inferiores, devemos satisfazer a Vossa vontade.



IV – O pão nosso de cada dia nos dai hoje!



Dai-nos o alimento material para entreter as forças do corpo e o alimento espiritual para o desenvolvimento de nosso espírito. Dai-nos amor ao trabalho: ao trabalho material e ao trabalho espiritual, para não ficarmos estacionários na Estrada da Vida e para que possamos auxiliar aos necessitados com as nossas dádivas. Dai-nos, pois, Senhor, o pão nosso de cada dia, isto é, os meios de adquirirmos pelo trabalho as coisas necessárias à vida do corpo e à vida do Espírito.



V – Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.



Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos nossos ofensores! Senhor, da Caridade fizestes uma lei expressa para nós e fora dessa lei não poderíamos reclamar a Vossa indulgência. Se nós mesmos recusamos o perdão àqueles de quem nos queixamos, com que direito reclamaríamos para nós o perdão das muitas faltas que contra Vós temos cometido? Se vos aprouver retirar-nos hoje mesmo deste mundo, permiti que possamos nos apresentar perante Vós, puros de toda a animosidade, a exemplo do Cristo, cujas derradeiras palavras foram de indulgência pelos seus algozes.



VI – Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal!



Dai-nos forças para resistirmos às sugestões dos maus espíritos que, tentando desviar-nos do caminho do bem, nos inspiram pensamentos maléficos. Sustentai-nos e inspirai-nos pela voz dos Anjos Guardiões e dos bons Espíritos, a vontade de corrigirmos as nossas imperfeições a fim de fecharmos a alma ao acesso dos espíritos impuros.



VII – Assim seja!



Assim seja; praza a Vós, Senhor, que os nossos desejos se realizem; todavia nos inclinamos diante da Vossa infinita sabedoria.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A Visão Espírita do Natal


A Visão Espírita do Natal                      

Cláudio Fajardo
Embora associemos o Natal ao nascimento de Jesus, a tradição da festividade remonta a milênios. As origens do natal vêm desde dois mil anos antes de Cristo. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para o outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmicos, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha.
A mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como a dos gregos, que assimilaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, por intermédio da Grécia, costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnalia, pois era em homenagem a Saturno. A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar seu crescimento e espalhar vida por toda a Terra.
Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava. Eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos, e árvores verdes – ornamentados por muitas velas – enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.
Depois de Cristo

Nos primeiros anos do Cristianismo, a Páscoa era o feriado principal. O nascimento de Jesus não era celebrado.
No século IV, a Igreja decidiu instituir o nascimento de Jesus com um feriado. Mas havia um problema: a Bíblia não menciona a data de seu nascimento. Então, apesar de algumas evidências sugerirem que o nascimento de Jesus ocorreu na primavera, o Papa Júlio I escolheu 25 de dezembro. Alguns estudiosos acreditam que esta data foi adotada num esforço de absorver as tradições pagãs da Saturnalia.
A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal, como conhecemos hoje, foi celebrado no ano 336 d.C. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados.
Hoje, as Igrejas Ortodoxas grega e russa, celebram o Natal no dia 6 de janeiro, também referido como o “Dia dos Três Reis”, que seria o dia em que os três magos teriam encontrado Jesus na manjedoura.
Data Provável do Natal

Lemos no Evangelho de Lucas: “E aconteceu, naqueles dias, que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse. Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino governador da Síria.” César Augusto reinou de 30 a.C a 14 d.C.
Mas o censo ocorreu em 6 d.C., o que permite ver que a determinação da data está historicamente imprecisa. Há, no entanto, uma tradução proposta, segundo a Bíblia de Jerusalém: “Esse recenseamento foi anterior àquele realizado quando Quirino era governador da Síria.”
Jesus nasceu antes da morte de Herodes, morte esta que aconteceu em 4 a.C., provavelmente entre 8 e 6 a.C. A chamada Era Cristã foi estabelecida por Dionísio, o pequeno, apenas no século 6 e é fruto de um erro de cálculo.
Quando Jesus iniciou o seu ministério ele tinha provavelmente 33 anos, ou até 36. E Dionísio, o pequeno, considerou como se ele tivesse 30 anos, embora Lucas (3:23) fale em “mais ou menos 30 anos”.
Neste ponto a revelação espírita pode, como em tantos outros, contribuir com os historiadores.
Humberto de Campos, em mensagem psicografia por Chico Xavier e publicada em Crônicas de Além-túmulo, aponta o ano 749 da era romana como sendo o ano do nascimento de Jesus, o que corresponderia ao ano 5 a.C.
Do mesmo modo, Emmanuel informa-nos em Há 2000 Anos que o ano da crucificação de Jesus foi o 33 a.C. Sendo assim, portanto, Jesus iniciou o seu ministério com 35 anos e desencarnou com 38.
Um Significado Espiritual

Diz, então, a sequência do Evangelho de Lucas: “E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. E subiu da Galiléia também José, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi chamada Belém (porque era da casa e família de Davi)”
Belém situa-se a 6 quilômetros de Jerusalém e a 800 metros de altitude, nos montes da Judéia. Por isso a expressão “subiu da Galiléia à Judéia”.
Buscando o sentido espiritual do Evangelho, podemos entender Nazaré como sendo nossas vivências na área da razão. É o racional que hoje, no dia a dia, fala mais alto em nossos procedimentos.
Belém seria assim, a representação de nosso encaminhamento levando em conta o sentimento equilibrado, a intuição, ou o amadurecimento da própria razão pelo equilíbrio desta, através da vivência, com o emocional.
O nascimento de Jesus em Belém significaria, assim, o início de uma nova era em que a justiça se converte em amor, e o racional é espiritualizado através de seu perfeito equilíbrio com o emocional.
Historicamente, não há certeza sobre Jesus ter nascido em Belém ou Nazaré. O que realmente importa, porém, é apropriarmos de seu sentido reeducativo, é saber que, para que o Cristo nasça em nossa intimidade é necessário agir equilibrando sentimento e razão, intelecto e moral, conhecimento e aplicação. Pois, se no plano horizontal necessitamos da ciência em nossas movimentações cotidianas, para verticalizarmos nossas conquistas não podemos prescindir de uma moral elevada consoante os ensinamentos contidos no Evangelho.
Para que o Cristo nascesse, Maria e José tiveram que subir da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi chamada Belém, significando assim a necessidade de subirmos espiritualmente para refletirmos o Cristo em toda sua grandeza.
Prossegue a Narrativa

O Evangelho de Lucas nos conta, então, que “a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida. E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos e deitou-se numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.”
Jesus vem à luz por meio de Maria. Assim narra o evangelista: “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.”
“Virgem” aqui se refere a núbil (mulher em idade para se casar), ou mulher jovem que, em hebraico é almah, Era um termo usado quando se referia a uma donzela ou jovem casada recentemente, não havendo nenhuma referência em particular à virgindade como entendemos hoje.
Gabriel, então, disse: “E eis que em teu ventre conceberás, e dará à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.” Maria estava preparada, por isso pôde conceber Jesus em seu ventre, isto é, dentro de si.
E nós, o que estamos cultivando, o que estamos construindo dentro de nós mesmos? Quando estaremos preparados para trazer à luz o Cristo imanente em nós? Aquele que, segundo o texto evangélico, “será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim.”
No entanto, Maria indaga: “Como se fará isso, visto que não conheço varão?” E respondendo o anjo, disse-lhe: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”
A outra possível tradução para “Espírito Santo” é “sopro sagrado”, dando a entender a presença de Deus em nós quando a Ele estamos ajustados. Àquele tempo a presença de Deus (IHVH) era manifesta por uma nuvem, por isso o uso da expressão “cobrirá com sua sombra”
Nasce a Virtude nos Corações

A descida do “sopro sagrado” representa bem o momento de fecundação da virtude em nós. O valor vem do alto por meio da revelação superior, necessitando ser por nós absorvido e vivenciado para fixação, que se dá com o nascimento do novo ser em que nos transformamos a partir de então. Por isso, o Cristo é sempre fecundado pelo Espírito Santo.
“Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.” Perfeitamente justada aos Desígnios Superiores, Maria se entrega totalmente a eles. É aquele momento em que há perfeito entendimento do mecanismo da vida, quando o Espírito sabe que o mais importante é atender a Vontade do Pai e, então cumpre-a fielmente. É a liberdade-obediência. Encontramos assim em Maria as três qualidades básicas para que o Cristo possa nascer: confiança, consciência e obediência sintetizadas na fé.
Mais Lições a Serem Aprendidas

Jesus envolvido em panos nos ensina a lição de simplicidade: enquanto nos preocupamos tanto com os acessórios em nossa vida do dia-a-dia, os Espíritos superiores ocupam-se com o que verdadeiramente é importante para a vida imortal.
A manjedoura é o tabuleiro em que se deposita comida para vacas, cavalos etc. em estábulos. Segundo Emmanuel em A Caminho da Luz, “a manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes.”
Por meio de Jesus colocado em um tabuleiro como alimento para animais, o Evangelho ensina-nos que, se quisermos deixar a condição de animalidade em favor de uma espiritualidade mais autêntica, é preciso que tenhamos o Cristo, ou a Boa Nova, por ele proposta, como alimento definitivo de nossas almas. Condição esta confirmada por ele mesmo quando mais adiante nos afirma: “Eu sou o pão da vida.” Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra.
Outra lição encontrada é a da resignação, “por que não havia lugar para eles na estalagem“. É muito comum este fato, quando nos ajustamos aos desígnios superiores e agimos em favor do amor e da fraternidade, não há para nós lugar onde se instala o interesse imediatista do mundo material.
A Visita dos Magos

Narrada no Evangelho de Mateus, a visita dos magos e suas dádivas originaram as tradições de presentes no Natal. No entanto, dádivas seriam doações espontâneas de algo valioso, material ou não, a alguém; presente, oferta, mimo, brinde. Não é o que acontece atualmente no Natal.
Os presentes nem sempre são espontâneos, mas fruto de interesses outros. O que não tem valor material não é bem aceito como presente, mostrando assim a faixa de interesses a que estamos ajustados. A expressão “seus tesouros” que se refere aos presentes ofertados, dá a entender que estes já lhes pertenciam, ou seja, que já tinham sido por eles conquistados. Então deveríamos dar valores que já são nossos, nossas conquistas individuais, de nós mesmos e espontaneamente.
Os presentes também contêm significados. O ouro refere-se à autoridade sobre as coisas materiais; o incenso, à autoridade sobre as questões espirituais. A mirra é uma planta de cuja casca sai uma resina aromática. De aroma agradável e gosto amargo, na Antiguidade, segundo o Dicionário Houaiss, ela era usada como incenso e remédio.
Pode revelar, desta forma, dois significados. Foi dado a Jesus o poder sobre as enfermidades: “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si…“, diz Isaias, 53:4. E representa também a necessidade do testemunho (”gosto amargo”), testemunho este que dá o poder e autoridade sobre as enfermidades e sobre as questões materiais e espirituais.
O Personagem Principal

Se historicamente não podemos precisar com certeza onde e quando se deu a noite do nascimento de nosso Mestre Maior, é certo que ela aconteceu. Emmanuel assim a descreve em A Caminho da Luz: “Harmonias divinas cantavam um hino de sublimadas esperanças no coração dos homens e da Natureza. A manjedoura é o teatro de todas as glorificações da luz e da humildade, e, enquanto alvorecia uma nova era para o globo terrestre, nunca mais se esqueceria o Natal, a ‘noite silenciosa, noite santa‘”.
Como já dissemos, o nascimento de Jesus representa o início de uma nova era em que a justiça se converte em amor, e a fraternidade pura, através de sua exemplificação, meta a ser alicerçada em nossos corações. Antes era o homem biológico, depois, o homem espiritual.
Na festa que preparamos ao final de cada ano, Jesus deveria ser personagem principal. Assim também, como devemos nos preparar para ela, qual a melhor vestimenta a usar?
Aqui deixamos duas passagens evangélicas para refletirmos sobre estes temas: uma de Mateus: “Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer, tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”
Que façamos em nome do Cristo um Natal diferente. Que saiamos de nós mesmos, de nossos caprichos e desejos pueris, buscando atender as necessidades de nossos semelhantes mais carentes. Reclamamos do “pouco” que temos, mas quão muito é esse pouco se comparado ao enorme percentual da humanidade que muito menos tem, chegando a faltar até o básico necessário? Lembremos destas palavras: “Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes…”
Na outra passagem de Mateus, lemos: “E, quanto ao vestuário, porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo…” Para que possamos estar vestidos com a “túnica nupcial” é preciso estarmos ajustados ao fluxo da vida que é a Lei Superior, que é Amor. Os lírios “não trabalham e nem fiam”, mas cumprem a sua missão de enfeitar mesmo tendo nascido em condições adversas (brejo, lodo etc.).
Ao dizer que nem mesmo o Rei Salomão em toda a sua exuberância se vestiu como qualquer deles, a beleza que Jesus observa é a que vem de dentro, aquela gerada pela consciência tranquila do dever cumprido e do ajuste aos Propósitos Superiores.
Nada dá mais segurança e firmeza do que o Evangelho vivenciado. Assim, firmemo-nos em seus ensinamentos de moral superior e estaremos preparados para que o Cristo nasça em nós, e pelos frutos de nossas ações também possamos ser chamados de Filhos do Altíssimo ou Filho de Deus, por quem quer que seja.