quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Espiritismo e a Questão Social

Escreve: Deolindo Amorim

Embora se preocupe diretamente com a vida futura ou extraterrena, não deixa o Espiritismo, todavia, de cogitar do bem-estar humano, discutindo os aspectos fundamentais da questão social. Não se pense, pois, que a Doutrina Espírita seja omissa nos pontos essenciais da vida terrena. E tanto é verdade, que o Espiritismo encara a questão social com realismo, situando-a racionalmente no ângulo em que ela se encontra. Neste ponto, conquanto não concorde com a solução puramente científica, divergindo assim, da dialética materialista de Engels e de Marx, o Espiritismo é objetivo, é muito objetivo até, porque não é nas regiões etéreas nem pela prática de penitências, mas no mundo material, pelo aperfeiçoamento das próprias instituições sociais, que procura a solução da luta entre o capital e o trabalho.

Embora o conflito social, que não é deste século, mas um fenômeno peculiar ao desenvolvimento da civilização, tenha a sua origem nas relações humanas, não pode ser resolvido exclusivamente por meios materiais. Coerente com este princípio, o Espiritismo não esposa a tese materialista e analisa a questão à luz de outra ordem de ideias. Neste momento de confusão universal, talvez nem todos os estudiosos dos problemas sociais, incluindo-se possivelmente alguns espíritas, tenham procurado conhecer o pensamento da Doutrina a respeito da questão social.

O materialismo admite o nivelamento geral enquanto que a Doutrina Espírita explica as desigualdades à luz da reencarnação, valendo recordar que a dialética materialista considere o assunto como sendo problema fundamental da sociedade e tendo natureza econômica.

Ora, a questão social existe, sim. Os problemas são evidentes. Mas o Espiritismo e o materialismo histórico encaram a questão por prismas diferentes. O Espiritismo não nega a existência da questão social, uma vez que a má distribuição da riqueza, produzindo a opulência de uns e a miséria de outros, é um fato notório e incontestável. A Igreja Católica Romana também reconhece que a riqueza não está sendo distribuída com equidade, pois não é outro o pensamento da encíclica Rerum Novarum. (1)

A questão social existe porque há desarmonia entre o capital e o trabalho, determinando o conflito de classes. Mas as soluções propostas são desiguais, de acordo com as divergências filosóficas.

Tomando-se por premissa a negação da existência da alma, está claro que o materialismo não pode chegar à conclusão espiritualista, dentro de cuja concepção o problema do homem não é exclusivamente econômico. O Espiritismo, neste particular, não diverge da Igreja, porque ambos admitem, sem qualquer atrito filosófico, três pontos primordiais: a) existência de Deus; b) imortalidade da alma; c) preponderância do princípio moral. Até aí não há divergência. A discordância entre o Espiritismo e a Igreja, em matéria filosófica, começa quando se abre a questão reencarnacionista. Embora seja também espiritualista e tenha, como o Espiritismo, aqueles três pontos de coincidência, a Igreja não admite a reencarnação e, por isso mesmo, não pode apreciar as desigualdades sociais com a mesma visão da Doutrina Espírita.

Não aceitando o princípio da igualdade absoluta, justamente porque a concepção igualitária entra em conflito com a teoria da reencarnação, o Espiritismo prescreve, todavia, solução pacífica, condicionada ao progresso moral. Pouca gente, porém, sabe o que diz a Doutrina Espírita acerca do debatido e complexo problema social. É o aspecto menos estudado no Espiritismo. Entretanto, não conheço orientação mais segura, mais equilibrada do que esta que encontramos em Obras Póstumas, de Allan Kardec (9ª edição, pág. 361): “Por melhor que seja uma instituição social, sendo maus os homens, eles a falsearão e lhes desfigurarão o espírito para a explorarem em proveito próprio.”

Como se vê, a reforma social exige, antes de tudo, a reforma do individuo. Nenhuma transformação violenta resolve o problema do equilíbrio social sem obter, primeiramente, o progresso moral pela educação do espírito. A chave da questão social não está na subversão radical das instituições, porque ainda que se substitua a estrutura da sociedade ou se dê nova organização ao Estado, sem elevar o nível moral das massas, haverá os mesmos choques, uma vez que o egoísmo humano subsiste em qualquer situação. Só se poderá aperfeiçoar o mecanismo social com o gradativo aperfeiçoamento individual. A tese espírita, portanto, é realista, senão talvez a que menos se aproxima da utopia, porque se baseia no conhecimento da natureza humana.

Temos aqui, neste pequeno trecho, a interpretação da luta entre o capital e o trabalho, à luz da Doutrina Espírita: “A questão social não tem pois, por ponto de partida a forma de tal ou qual instituição; ela está toda no MELHORAMENTO MORAL dos indivíduos e das massas. Aí é que se acha o princípio, a verdadeira chave da felicidade do gênero humano, porque então os homens não mais cogitarão de se prejudicarem reciprocamente.” (Allan Kardec em Obras Póstumas, já citado).

Não aceito a tese comunista porque não vejo traço de afinidade entre Comunismo e Espiritismo. Não creio que a questão social possa ser resolvida satisfatoriamente por meio da solução econômica, quando é certo que as necessidades do homem não são apenas as de ordem material. O problema econômico não contém em si mesmo toda a extensão e complexidade da questão social. Portanto, a problemática das desigualdades sociais não se subordina, exclusivamente, ao desajustamento econômico. Ela reclama indagações de maior transcendência, acima do plano material, embora prevaleçam, é bem verdade, até certo limite, as causas de ordem biológica.

De acordo, pois, com a Doutrina Espírita, não creio na solução materialista. Não encontro semelhança de concepções entre a doutrina materialista e a Doutrina Espírita, porque reconheço a prevalência de três razões que considero substanciais:

a) O Espiritismo, dada a vocação de sua doutrina, está em desacordo com o materialismo, e, portanto, encara a questão social sob ponto de vista diferente.
b) Em face da reencarnação, a pedra filosofal do Espiritismo, a igualdade absoluta é impossível, sob pena de derrogação da Justiça Divina.
c) O problema da felicidade humana, tendo raízes profundas no Espírito, e não exclusivamente na matéria, está condicionado à reforma moral do indivíduo, porque na sociedade composta de indivíduos desorganizados e corrompidos, não pode gozar-se a plenitude de paz e de justiça.

Quando, pois, o indivíduo é mau, nenhum regime consegue convertê-lo em homem de bem, sem que ele se reforme interiormente. A Doutrina Espírita prescreve, exatamente por isto, a reforma do indivíduo para que se possa reformar o grupo. E sem a reforma individual, sem a observância do fator moral com base na existência do Espírito, não se destrói o antagonismo social provocado pela luta de classe e pela desproporção dos bens materiais.

Se, sob o aspecto filosófico, vejo profunda divergência entre o Espiritismo e o Comunismo, porque aquele apoia toda a sua filosofia na existência e sobrevivência do Espírito, enquanto este se baseia no materialismo histórico, não é menor a discordância sob o ponto de vista político. Ora, politicamente o Comunismo admite o direito do Estado sobre a propriedade privada, o que está em desacordo com os princípios espíritas. Veja-se Allan Kardec em O Livro dos Espíritos (Parte Terceira, cap. XI). O regime que melhor corresponde à índole da Doutrina Espírita é a democracia, porque a estrutura filosófica do Espiritismo não se adapta a nenhuma forma de poder totalitário. O nacionalismo estreito é tão contraproducente quanto o internacionalismo incondicional. A democracia é regime de conciliação, de equilíbrio, porque repele instintivamente qualquer hegemonia e permite a participação de TODOS no progresso comum, sem distinção de classes.

O sistema democrático, embora sujeito a deformações humanas, também evolui, marchando para o reinado pacífico da grande democracia cristã. Os exclusivismos são prejudiciais à ordem social, porque o progresso da sociedade depende da cooperação de todas as classes e não apenas de uma só classe.

A democracia cristã não comporta a precedência de nenhuma classe social sobre as outras, mas, ao contrário, oferece oportunidade para o bem-estar coletivo, o entendimento, a solidariedade, dentro da Justiça Social iluminada pelo Evangelho. Qualquer ditadura, seja de um indivíduo ou de uma classe, de um partido ou do Estado; seja do capitalismo ou do proletariado, da cruz ou da espada, da ciência ou da fé, não oferece ambiente propício à livre manifestação do pensamento porque é sempre unilateral. Dentro de um regime democrático não pode subsistir qualquer exceção de classe em detrimento da liberdade humana.

A questão social deixará de ser o pesadelo da civilização quando cessar a exploração do homem pelo homem com a socialização do capitalismo. O Estado é entidade abstrata. Logo, não é o Estado que traz a felicidade geral. O Estado é bom quando os homens são bons. O maior problema, portanto, é melhorar os homens. Creio, nesse caso, que a Democracia Cristã, sem o predomínio de uma classe ou de outra, mas pela união de todas as classes, realizará a maior missão social da História, resolvendo o conflito entre o capital e o trabalho, para o bem-estar geral.

Por todas estas razões é que à luz da Doutrina Espírita não aceito a tese materialista nem qualquer doutrina que reconheça a supremacia do deus Estado. Creio, finalmente, que a questão social, segundo a concepção da Doutrina Espírita, será resolvida, cedo ou tarde, mas pelo processo normal de evolução.

A desarmonia entre as classes (patrões e empregados, ricos e pobres, chefes e subordinados, governantes e governados) não será destruída pelo providencialismo de uma fórmula ou de um sistema, e sim pela compreensão recíproca, pela exatidão de consciência, pelo sentimento de tolerância, quando cada um, em qualquer circunstância ou posição em que se encontre, sem que se faça necessária a fiscalização ou a rigidez da lei, souber viver e agir dentro da sabedoria universal do DEVER.


Fonte: Mundo Espírita, dezembro de 1945. Periódico espírita de Curitiba-PR, órgão de divulgação da Federação Espírita do Paraná. Esse artigo foi incluído no livro Análises Espíritas, de Deolindo Amorim, compilação feita pelo escritor espírita Celso Martins e publicado pela Federação Espírita Brasileira.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O QUE É QUALIDADE DE VIDA?


O termo qualidade de vida, de fato, tem sido muito utilizado ultimamente, mas não há consenso sobre sua definição.É importante lembrar que a qualidade de vida tem algo de subjetivo, ou seja, próprio de pessoa para pessoa.Qualidade de vida é quase um chavão hoje. Nos textos e nas conversas, ela aparece como afirmação que dispensa explicações:quem escreve ou fala tem a certeza de que quem lê ou ouve sabe do que se está falando. Acontece, porém, que quem lê ou ouve pode estar pensando em coisas totalmente diferentes.
Muitos são os fatores que influenciam na qualidade de vida e os mais importantes dependem de cada um de nós, da nossa visão do ideal, da nossa herança familiar e cultural, da fase da vida em que estamos, da nossa expectativa em relação ao futuro, das nossas possibilidades, do ambiente, da visão que temos do mundo e da vida, dos nossos relacionamentos, etc.É claro que existem certas condições básicas, como:ter o que comer, morar, saúde, liberdade de escolha... Quando elas não existem, tornam-se prioridade número um e não há muito o que discutir.O ser humano, infelizmente, não raro vive em um constante mal-viver. Em outras palavras, pode-se afirmar que ele não tem, ou tem poucos momentos de felicidade e prazer. Isso faz com que se tenha também maior suscetibilidade às doenças.Sobre esta questão nunca é repetitivo demais dizer que ter quantidade de vida é importante, mas é diferente de ter qualidade de vida.

A qualidade de vida do ser humano, no sentido amplo da expressão, somente é compreendida se for captada nas suas múltiplas dimensões, como a vida no trabalho, a vida familiar e a vida na sociedade, a espiritualidade, enfim, em toda a vida.
O interesse em conceitos como “padrão de vida” e “qualidade de vida” foi inicialmente mais de interesse de cientistas sociais, filósofos e políticos, pois estava muito ligado à diminuição da mortalidade ou ao aumento da expectativa de vida. Posteriormente, foram-se acrescentando outros parâmetros.
O Grupo de Qualidade de Vida da divisão de Saúde Mental da Organização Mundial da Saúde, por exemplo, definiu qualidade de vida como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”.
O mesmo Grupo enumerou algumas características importantes para a avaliação da qualidade de vida. Vejamos: Percebe-se, por estas características, que qualidade de vida envolve um conjunto de fatores que devem existir para uma vida melhor. Isso quer dizer que a qualidade de vida passa pela necessária mudança de comportamento, vivência de valores, crescimento profissional e humano, disciplina e respeito, cuidados com os ambientes, atenção à saúde, vivência de uma espiritualidade...Vivemos no mesmo espaço e nossas vidas constituem-se de trocas cotidianas. Como seres sociais, queremos e precisamos do auxílio de outras pessoas no processo de construção da vida particular e grupal, etc.
E sendo a liberdade uma das características no processo felicidade/qualidade de vida, como posso ter qualidade de vida se necessito conciliar e integrar a minha vida com a vida de outras pessoas? Leonardo Boff, falando sobre este dilema, afirma que a característica principal dessa integração é a cultura da solidariedade, que envolve:
• Valores: gratuidade, reciprocidade, cooperação, compaixão, respeito à diversidade, complementaridade, comunidade, amor.
•Princípios: autogestão, respeito à diversidade / complexidade, convivência solidária com a natureza e cuidado com o meio-ambiente, democracia, descentralização / desconcentração do poder, das riquezas, dos bens...
• No novo projeto de desenvolvimento deve haver, portanto: primazia do trabalho sobre o capital, economia a serviço do social, tecnologia que não agrave o desemprego e a poluição da natureza, etc. Nesta perspectiva, toda a qualidade individual é, de certa forma, uma qualidade coletiva.Uma das questões centrais da reflexão sobre qualidade de vida está no trabalho, que deveria ser fonte de prazer e satisfação: o prazer no processo, o prazer em ver o trabalho pronto e o prazer que o produto final propicia às pessoas.No entanto, não é esta a racionalidade presente nas organizações e instituições. A lógica predominante é a dos negócios, sustentada pela defesa das leis do mercado.A qualidade de vida não está à venda como se fosse um item da moda ou de um supermercado, também não a conseguimos adquirir de um dia para o outro.A verdade é que, considerando a máxima que “a única coisa permanente é o constante processo de mudanças”, precisamos estar sempre nos reposicionando e perguntando:
Estou sendo feliz no que faço (trabalho, lazer, vida familiar, etc.)?
Meus objetivos/planos/metas ainda são válidos para as atuais condições?

Do que tenho aberto mão em função das atuais opções?
O que estou fazendo para que outras pessoas também tenham mais qualidade de vida?
O que posso fazer para ser mais feliz na diversas dimensões da vida?
Estes questionamentos, obviamente, não devem tornar-se um “pesadelo”, mas parte natural de um constante processo de desenvolvimento humano, fazendo da vida algo muito sagrado. A qualidade de vida é uma busca pessoal e social. Busca que deve ser constantemente reavaliada e reajustada.
A questão central é que precisamos fazer alguma coisa, “não deixar para amanhã tudo aquilo que gostaria de fazer, posso fazer e tenho condições de fazer hoje”. Temos a tendência de achar que viveremos eternamente e que, portanto, podemos adiar, mesmo as coisas boas. Não adiemos as coisas boas. Qualidade de vida tem algo de “aqui e agora”, e algo que poderíamos chamar de “planejar o futuro”.Ou seja viver bem, ter qualidade de vida,depende muito de nós mesmos,da nossa consciência,de saber diferenciar ser de estar e de ter! Pois aqui também vale a máxima e batida "Qualidade nem sempre é quantidade!".
A vida é uma só,passa rápido,e por isso devemos todos os dias nos perguntar: tenho qualidade de vida?
E para isso temos que saber o que para cada um de nós individualmente é qualidade.
Qualidade é algo que define algo bom,porém,sabemos se temos qualidade de vida,quando,ao nos perguntarmos todos os dias :tenho qualidade de vida?,a rseposta for: estou tendo uma vida boa e satisfatória em todos os âmbitos!

Postado por Katia Lopes às 11:15 0 comentários

Espiritismo e Ecologia


André Trigueiro


É urgente que o movimento espírita absorva e contextualize, à luz da doutrina, os sucessivos relatórios científicos que denunciam a destruição sem precedentes dos recursos naturais não renováveis, no maior desastre ecológico de origem antrópica da história do planeta. Os atuais meios de produção e de consumo precipitaram a humanidade na direção de um impasse civilizatório, onde a maximização dos lucros tem justificado o uso insustentável dos mananciais de água doce, a desertificação do solo, o aquecimento global, a monumental produção de lixo, entre outros efeitos colaterais de um modelo de desenvolvimento “ecologicamente predatório, socialmente perverso e politicamente injusto”.

Na pergunta 705 do Livro dos Espíritos, no capítulo que versa sobre a Lei de Conservação, Allan Kardec pergunta: “Porque nem sempre a terra produz bastante para fornecer ao homem o necessário?”, ao que a espiritualidade responde: “É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele acusa a Natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. A terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se” (...).

É evidente que em uma sociedade de consumo, nenhum de nós se contenta apenas com o necessário. A publicidade se encarrega de despertar apetites vorazes de consumo do não necessário ­ daquilo que é supérfluo, descartável, inessencial ­ renovando a cada nova campanha a promessa de felicidade que advém da posse de mais um objeto, seja um novo modelo de celular, um carro ou uma roupa. Para nós espíritas, é fundamental que o alerta contra o consumismo seja entendido como uma dupla proteção: ao meio ambiente ­ que não suporta as crescentes demandas de matéria-prima e energia da sociedade de consumo, onde a natureza é vista como um grande e inesgotável supermercado – e ao nosso espírito imortal, já que, segundo a doutrina espírita, uma das características predominantes dos mundos inferiores da Criação é justamente a atração pela matéria. Nesse sentido, não há distinção entre consumismo e materialismo, e nossa invigilância poderá custar caro ao projeto evolutivo que desejamos encetar. Essa questão é tão crucial para o Espiritismo, que na pergunta 799 do Livro dos Espíritos, quando Kardec pergunta “de que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?”, a resposta é taxativa: “Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade.(...)”

Uma das mais prestigiadas organizações não governamentais do mundo, o Worldwatch Institute, com sede em Washington, divulga anualmente o relatório “Estado do Mundo”, uma grande compilação de dados e estudos científicos que revelam os estragos causados pelo atual modelo de desenvolvimento. Na última versão do relatório, referente ao ano de 2004, afirma­se que “o consumismo desenfreado é a maior ameaça à humanidade”. Os pesquisadores do Worldwatch denunciam que “altos níveis de obesidade e dívidas pessoais, menos tempo livre e meio ambiente danificado são sinais de que o consumo excessivo está diminuindo a qualidade de vida de muitas pessoas”.

Aos espíritas que mantém uma atitude comodista diante do cenário descrito nessas breves linhas, escorados talvez na premissa determinista de que tudo se resolverá quando se completar a transição da Terra (de mundo de expiações e de provas para mundo de regeneração) é bom lembrar do que disse Santo Agostinho no capítulo III do Evangelho Segundo o Espiritismo. Ao descrever o mundo de regeneração, Santo Agostinho diz que mesmo livre das paixões desordenadas, num clima de calma e repouso, a humanidade ainda estará sujeita “às vicissitudes de que não estão isentos senão os seres completamente desmaterializados; há ainda provas a suportar (...)” e que “nesses mundos, o homem ainda é falível, e o Espírito do mal não perdeu, ali, completamente o seu império. Não avançar é recuar, e se não está firme no caminho do bem, pode voltar a cair nos mundos de expiação, onde o esperam novas e terríveis provas”. Ou seja, não há mágica no processo evolutivo: nós já somos os construtores do mundo de regeneração, e, se não corrigirmos o rumo na direção do desenvolvimento sustentável, prorrogaremos situações de desconforto já amplamente diagnosticadas.

Não é possível, portanto, esperar a chegada do mundo de regeneração de braços cruzados. Até porque, sem os devidos méritos evolutivos, boa parte de nós deverá retornar à esse mundo pelas portas da reencarnação. Se ainda quisermos encontrar aqui estoques razoáveis de água doce, ar puro, terra fértil, menos lixo e um clima estável ­ sem os flagelos previstos pela queima crescente de petróleo, gás e carvão que agravam o efeito estufa – deveremos agir agora, sem perda de tempo. Depois que a ONU decretou que 2003 seria o ano internacional da água doce, os católicos não hesitaram em, pela primeira vez em 40 anos de Campanha da fraternidade, eleger um tema ecológico: “Água: fonte de vida”. Mais de 10 mil paróquias em todo o Brasil foram estimuladas a refletir sobre o desperdício, a poluição e o aspecto sagrado desse recurso fundamental à vida. E nós espíritas? O que fizemos, ou o que pretendemos fazer? O grande Mahatma Gandhi ­ que afirmou certa vez que toda bela mensagem do cristianismo poderia ser resumida no sermão da montanha – nos serve de exemplo, quando diz “sejamos nós a mudança que nós queremos ver no mundo”.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ecologia e Espiritismo

A discussão sobre ecologia atravessou várias fases, passou de um universo desconhecido a um tema um tanto batido.
Foi em uma palestra assistida há tempos que a definição de Ecologia passou a tomar corpo em minha mente.
Entender a Ecologia como equilíbrio harmônico entre o homem e a natureza pode parecer simplistaém atualmente parece ser uma utopia.
Proponho-me aqui a refletir sobre esse equilíbrio tênue e o Espiritismo.
Parto da tese de que, por definição, todo espírita deve ter preocupação com a conservação da natureza e a preservação do meio ambiente, porque a crença na reencarnação deve trazer em si a ideia de que estamos construindo hoje o mundo que habitaremos em nossas próximas vidas.
Crermos que reencarnaremos em planetas mais evoluídos nos parece uma certa pretensão quando olhamos para a história da humanidade e vemos com nitidez nossa capacidade de destruição do ambiente em que vivemos...
De qualquer modo, certamente nossos filhos e netos ainda reencarnarão nesse planeta tão judiado, e por essa primordial razão devemos tomar consciência e conscientizarmos os que estão ao nosso redor da importância de preservarmos nosso planeta.
Se considerarmos outro ponto central do Espiritismo, a lei de causa e efeito, teremos mais um ponto a favor da luta pela Ecologia.
Quando falamos em preservação, podemos dizer que a nossa maioria de nós não usa casacos de pele de animais em extinção, não caça nem mantem em cativeiro animais silvestres etc., entretanto podemos dizer que temos plena consciência dos caminhos do nosso consumo desenfreado?
Em um dia normal, quando separamos nosso lixo reciclável, ficamos boquiabertos quando vemos o volume de lixo que acumulamos.
Em nossas arrumações anuais, semestrais, são quilos e quilos de papel e de roupas que encaminhamos para doações ou diretamente para o lixo.
Por trás de todas essas ações deve haver um intencionalidade de conectar-se com o outro, com a natureza e finalmente com Deus, a intenção de assumirmos nossos papéis como agentes transformadores da realidade em que vivemos.
Precisamos aproveitar esses momentos de faxina material para fazermos uma faxina mental e mudarmos nossa forma de ver o mundo. Racionalizar o consumo, reduzindo o desnecessário, recusando modismos, reutilizando produtos e roupas e fazer uma reciclagem na maneira de viver.
Sermos cidadãos auto-sustentáveis é uma das maneiras de nos lançarmos como espíritos que rumam para a eternidade.
Podemos e devemos planejar o mundo em que queremos viver em nossas próximas reencarnações e para isso precisamos começar a viver desde agora em prol de um mundo mais justo e mais responsável
Não se esqueça que esse copinho descartável que você acabou de usar para beber água estará esperando por você quando você reencarnar, já que o plástico demora 500 anos para se decompor...

Autor: Claudia Mota

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O FILME DOS ESPÍRITOS


Storyline Após perder a esposa e a caminho do suicídio, um homem se depara com “O Livro dos Espíritos” e começa uma jornada de transformação interior rumo aos mistérios da vida espiritual e suas influências no mundo material.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

CARTA DE PÚBLIO LENTULUS A TIBÉRIO CESAR SOBRE JESUS


"Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou temê-lo.
Tem os cabelos da cor amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes. Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos, o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.

A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio, seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade.

Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se que é muito modesto na presença e na pessoa.

É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo, jamais, visto por estas partes uma mulher tão bela, porém, se a majestade tua, ó Cézar, deseja vê-lo, como no aviso passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível. De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada.

Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram.

Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de Tua Majestade; eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.

Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles eu o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido. Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo... Públio Lentulus, presidente da Judéia Lindizione setima, luna seconda.”

terça-feira, 26 de abril de 2011

Divaldo Franco no Rio de Janeiro.


09/07/11 – SÁBADO - 16h.
GINÁSIO DA ILHA DE SÃO JOÃO.
VOLTA REDONDA, RIO DE JANEIRO - RJ.


Divaldo Franco no Rio de Janeiro.


10/07/11 – DOMINGO - à tarde.
JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS – MG.


Divaldo Franco no Rio de Janeiro.


11/07/11 – SEGUNDA – 20h.
SOCIEDADE HEBRAICA.
RUA: DAS LARANJEIRAS, 346, LARANJEIRAS, RIO DE JANEIRO – RJ.


Divaldo Franco no Rio de Janeiro.


12/07/11 – TERÇA - 20h.
CENTRO ESPÍRITA JOANNA DE ANGELIS
RUA: GILBERTO AMADO, 311, BARRA DA TIJUCA, RIO DE JANEIRO - RJ.


Divaldo Franco no Rio de Janeiro.


13/07 – QUARTA – DAS 14H às 19h.
18º SEMINÁRIO BENEFICENTE
PRÓ-MANSÃO DO CAMINHO. (vídeo 1) (vídeo 2)
TEMA: “NESTA TRANSIÇÃO PLENETÁRIA, ENTREGA-TE A DEUS.”
CASA DE ESPAÑA.
RUA: VITÓRIO DA COSTA, 254 – HUMAITÁ, RIO DE JANEIRO – RJ.


Crachás:
Livraria Espírita Joanna de Angelis.
Telefone: 0xx (21) 2265-2065, com Iracema.
Abrigo Thereza de Jesus.
Rua: Ibituruna, 53, Maracanã, Rio de Janeiro – RJ.
Telefone: 0xx (21) 2569-8215.
Com Glória.
Telefone: 0xx (21) 2569- 8770.
Coordenação geral: Ana Maria Spränger
anaspranger@gmail.com


Divaldo Franco no Rio de Janeiro.


14/07/11 – QUINTA - 20h.
GRUPO ESPÍRITA ANDRÉ LUIZ
RUA: JIQUIBÁ, 139, MARACANÃ, RIO DE JANEIRO – RJ.


Divaldo Franco no Rio de Janeiro.


15/07/11 – SEXTA - 20h.
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UERJ.
CONCHA ACÚSTICA.
RUA: SÃO FRANCISCO XAVIER, 524, MARACANÃ, RIO DE JANEIRO – RJ.
APOIO: GRUPO ESPÍRITA CAMINHO DA ESPERANÇA.


Divaldo Franco no Rio de Janeiro.


16/07/11 – SÁBADO - 16h.
CLUBE ESPORTIVO MAUÁ.
RUA: PRESIDENTE KENNEDY, 635, SÃO GONÇALO, RIO DE JANEIRO – RJ.
COMEMORANDO 90 ANOS DO CENTRO ESPÍRITA REGENERAÇÃO.


Divaldo Franco no Rio de Janeiro.


17/07/11 – DOMINGO - DAS 9h. ÁS 17h.
21º FEIRÃO PRÓ-MANSÃO DO CAMINHO.
COLÉGIO MILITAR.
RUA: SÃO FRANCISCO XAVIER, 267, MARACANÃ, RIO DE JANEIRO – RJ.
APOIO: GRUPO ESPÍRITA CAMINHO DA ESPERANÇA.

A Responsabilidade Social do Movimento Espírita na Questão das Dependências!


Conferencistas convidados:

Dr. Vilson Disposti (SP)
Elisa Goulart (RJ)
Roberto Fonseca (RJ)

28 de maio de 2011 - das 14h às 18h30
Local: CEERJ - Rua dos Inválidos, 182 - Centro - RJ

Público Alvo: dirigentes e trabalhadores das IEa

O BOM LEITOR

2011 - O 36º título mundial em disputa


O calendário do WT 2011 atualmente no site da ASP tem onze eventos previstos, todos com premiação total de US$ 425 mil, com exceção de duas: Brasil (US$ 500 mil) e New York (US$ 1 milhão).

1ª | Quiksilver Pro - Kelly Slater (EUA)/Taj Burrow (AUS)
Gold Coast/Austrália - 26 de fevereiro a 9 de março

2ª | Rip Curl Pro - Joel Parkinson (AUS)/Mick Fanning (AUS)
Bells Beach/Austrália - 19 a 30 de abril

3ª | Billabong Rio Pro
Rio de Janeiro/Brasil - 11 a 22 de maio

4ª | Billabong Pro
Jeffreys Bay/África do Sul - 14 a 24 de julho

5ª | Billabong Pro
Teahupoo, Tahiti - 20 a 31 de agosto

6ª | Quiksilver Pro New York
Nova Iorque/EUA - 4 e 15 de setembro

7ª | Hurley Pro
Trestles/EUA - 16 a 24 de setembro

8ª | Quiksilver Pro France
Costa Sudoeste da França - 4 a 13 de outubro

9ª | Rip Curl Pro
Peniche/Portugal - 15 a 24 de outubro

10ª | Rip Curl Search
Ocean Beach/San Francisco - 1 a 11 de novembro

11ª | Billabong Pipe Masters
Pipeline/Hawaii - 8 a 20 de dezembro

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pioneirismo de Divaldo




O Espiritismo nas Universidades e fora dos Centros Espíritas

O médium baiano Divaldo Franco (1927- ) possui em seu currículo muitas coisas inovadoras em favor do Ideal Espírita, pois desde 1947 entregou-se totalmente à divulgação do Espiritismo no Brasil e no mundo. Destacaremos o fato dele ter levado a Doutrina Espírita, através de palestras, para fora dos Centros Espíritas (em Faculdades, Universidades, Centros de Convenções, Ginásios, Teatros, Associações, Praças Públicas, estádios, Hotéis etc), no Brasil e no Exterior. O Espiritismo, como Doutrina racional e consoladora, não pode se restringir só à Casa Espírita pois a Humanidade precisa de suas luzes.

EM LOCAIS PÚBLICOS

As primeiras palestras espíritas de Divaldo no Brasil foram naturalmente em Centros Espíritas. Mas temos anotações demonstrando que, já no início da década de 1950, ele começou a fazer palestras fora da Casa Espírita. Só para ilustrar citamos: em 1952, no conhecido Teatro Santa Isabel, Recife/PE; em 1954, no Clube Recreativo, em Curitiba/PR; em dezembro/1954 no Clube Palestra, em Ribeirão Preto/SP; em 1955, antes da inauguração de Brasília, falou no Clube dos Engenheiros, Lago Paranoá, no Grêmio Recreativo, Clube 28 e no Teatro Nacional (em 1962); em Londrina/PR, falou no Cine Ouro Verde (1956); também em 1956, em Porto Alegre/RS, falou no Instituto de Belas Artes, no Teatro São Pedro, na Faculdade de Direito e no Cine Teatro Coliseu; em 1957 na Concha Acústica, em Londrina/PR; na Secretaria de Serviço Social e no Edifício Feiras das Amostras, em Belo Horizonte/MG, ambos em 1957; em Belém/PA, no Teatro da Paz; no Teatro Amazonas, em Manaus/AM, ambos em 1957; em 1957 e 1958, em S. J. do Rio Preto/SP e Uberaba/MG, fez suas primeiras palestras em praças públicas e há vários anos tem feito palestra antes do Natal numa Praça de Salvador/BA, O Encontro da Paz, chegando a reunir mais de 20 mil pessoas; em Juiz de Fora/MG, em 1959, fez palestra no Cine Popular; em Rio Verde/GO, no Mercado Municipal.

Nas décadas de 1980 e 1990, começou a fazer palestras e seminários em Centros e Palácios de Convenções, e algumas vezes em estádios, de vários Estados do Brasil. O certo é que Divaldo não cabe mais em Centro Espírita e por isso já esteve nos lugares mais famosos do Brasil.

No Exterior, ressalvadas poucas exceções (em uns oito ou nove países da América do Sul, e alguns da Europa e África do Sul), as palestras de Divaldo não são em Centros Espíritas mas sim em Hotéis, Teatros ou Salas alugadas.

NAS UNIVERSIDADES

Desde o começo do século XX houve no Brasil algumas teses acadêmicas com temas espíritas, mas não passaram de fatos isolados. Mas as palestras espíritas de Divaldo em Universidades tiveram ampla divulgação no meio acadêmico, sendo assistidas sempre por dezenas e até centenas de universitários, não espíritas. Isto tudo apesar de Divaldo nem o ginásio ter estudado.

Só no Exterior, foram as seguintes Faculdades e Universidades onde Divaldo fez conferências (na maioria delas mais de uma vez): na Europa: Sorbonne (Paris-França) (desde julho/1985); em Viena (Áustria) (desde a década de 1990); em Lyon (França), (desde maio/1988); em Genebra/Suíça (desde a década de 1980), em Berlim/Alemanha (desde junho/1983) e Hamburgo/Alemanha (desde 2001).

No Continente americano: Universidades de La Rioja/Argentina (desde novembro/2002), John Hopkins (Washington-USA), Houston (fevereiro/2002), Saint Thomas (Texas-USA) (fevereiro/2002), Arecibo/Porto Rico (fevereiro/1990), Juncos/Porto Rico (janeiro/1989), Utuado/Porto Rico (fevereiro/1995), Durabo/Porto Rico, Universidade Privada de Santa Cruz de La Sierra/Bolívia (desde maio/1995), Universidade Mayor de San Simon, Cochabamba/Bolívia (março/1998), Escuela de Derecho, Puebla/México (desde a década de 1990), Universidade de Maryland, School of Medicine, em Baltimore/USA) (desde 2004), Universidade Florida/Miami (desde a década de 1990), Universidade do Peru, Universidade de Montreal/Canadá (desde 1991); no Continente Africano: Universidade With, Johannesburg/África do Sul (desde a década de 1980). Algumas dessas Universidades são as mais conceituadas do mundo. No Brasil foram cerca de dez universidades, de norte a sul do país.

Felicitamos a coragem e a audácia de Divaldo em levar a Terceira Revelação fora do ambiente espírita, até para doutos do meio universitário, pois ele tem a certeza de que a mensagem que representa pode enfrentar a razão face a face em qualquer época da Humanidade, consciente de que o mundo tem necessidade dela...

Washington Luiz Nogueira Fernandes

sábado, 26 de março de 2011

O PRAZER DO SURF



Poucos esportes te mantêm tão integrado com a natureza como o surf. Você vai a uma praia, entra no mar, passa o dia todo remando pra lá e pra cá, busca a onda perfeita e quando ela chega… hora de remar ainda mais rápido e ‘dropar’ a bendita fazendo as mais loucas manobras que veem à sua cabeça.

Além do impagável prazer de se estar dropando ondas a todo o momento, pegando tubos e voando em aerials, há também o prazer de estar sentado sobre a prancha e admirar o conjunto natural de uma praia. De onde você está é só água e mais água. Num segundo plano toda uma paisagem: areia, pessoas, mata nativa, coqueiros, encostas, pedras…

É como uma música, só que sem música. Você está na música.

Dependendo da praia é um silencio só, ninguém na areia, muito verde, muitos coqueiros. O único som é o das ondas quebrando, ou do seu melhor amigo, também surfista, te convidando para remar até depois da rebentação para pegar a próxima onda.

Quer algo melhor que isso?

Dá pra melhorar: uma praia com água morna e transparente, você descendo a onda e vendo lá no fundo conchas, estrelas-do-mar, cardumes de pequenos peixes…

Mas têm dias que as ondas não estão tão tubulares, nem tão grandes, mas estão lá. E aí? Nada te impede de pegar sua prancha e remar pra lá e pra cá. Sentar na prancha e ficar num bom papo com seu melhor amigo, ou se estiver só, ficar pensando na vida e deixando os problemas pra lá.



Os benefícios para os músculos, para o condicionamento físico e, principalmente, para a cabeça são inquestionáveis. Talvez o único ‘contra’ de ser um surfista esteja nos rótulos que te darão: dizem que surfista é vagabundo e maconheiro. Não concordo, há os entusiastas deste esporte que trabalham e não estão nem aí para a maconha. Normal.

Mas entre um bom dia de surf e os rótulos, nem penso duas vezes.

E aí, te convenci?

Então bora cair nalgum pico por aí!

2° Congresso de Estudos Espíritas


Se aproxima mais um Congresso de Estudos Espíritas e você não pode perder!

Os temas serão:

Deolindo Amorim
Valorização da Vida e da Gravidez
Espiritismo e Tecnologia
Meio Ambiente
O congresso acontecerá no dia 27 de Março, das 8h30 às 13h, no salão do CELD.

Não deixe de participar! As inscrições poderão ser feitas na Livraria do CELD.
Centro Espírita Léon Denis
Rua Abílio dos Santos, 137 - Bento Ribeiro/RJ | CEP: 21331-290
Tel.: (21) 2452.1846 | Fax: (21) 2450.4544

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vem ai o Skim Festival Brasil 2011.




O circuito de skimboard mais tradicional de Brasil vai começar! No seu 4 ano consecutivo, vai percorrer o litoral do Brasil de "cabo a rabo" unindo os melhores atletas da modalidade dos 4 cantos do país.

Aguardem...

Todos os direitos reservados AUSKIM - Associação de Skimboard Profissional -

Até os Mais Experientes Podem Morrer



Surfista morre afogado em Mavericks




Sion Milosky, big rider havaiano de 35 anos, morreu na noite de quarta-feira quando surfava Mavericks, famoso pico na Califórnia. Segundo amigos que estavam no local, ele pegou uma onda de cerca de dez metros e não conseguiu voltar à superfície. Foi encontrado 20 minutos depois.
Sion era casado e tinha duas filhas. Ele era da ilha de Kaui, onde morava Andy Irons, morto em novembro do ano passado.
O havaiano detinha o recorde informal de maior onda já surfava na remada. Foi na temporada de 2010, em Himalayas, no Havaí. No ano passado, foi nomeado o "Surfista Underground do ano", prêmio que rendeu a ele US$ 25 mil.
Maya Gabeira foi uma das primeiras surfistas a receber a notícia da morte de Sion Milosky nas ondas de Mavericks, em Half Moon Bay, na Califórnia. Perto dali, em San Diego, ela não conseguiu dormir. Passou a noite em claro, pensando nos riscos que envolvem o esporte que pratica. Era fã de Sion, sempre o encontrava no Havaí, onde ele morava, ou em outros cantos do mundo.
- Estou chocada. É uma prova de que nosso esporte é realmente muito perigoso. Ninguém está livre. Até o mais experiente pode morrer - disse, por telefone.
Segundo surfista s que estavam no local, havia apenas um jet ski de resgate no fim da sessão em Mavericks, na tarde de quarta-feira. Sion, que já tinha surfado seis das melhores ondas do dia, foi atingido pelo lip de um paredão de cerca de dez metros. Apenas 20 minutos depois seu amigo Natan Fletcher percebeu que ele não tinha conseguido voltar ao outside e saiu à procura. Só o encontrou a um quilômetro de onde estavam. Maya alerta que o fim de tarde em Mavericks é sempre perigoso. E acredita que o fato de haver apenas um jet ski na água aumentou o risco.
- Nosso esporte ainda tem poucos recursos. E quem tem menos recursos, claro, está mais exposto aos riscos. Tenho pesadelos. Estou mal, não consegui dormir. Na primeira vez que fui a Mavericks, ele estava no quarto ao lado do meu. Eu o vi pegar as melhores ondas do swell.. Conheço as filhinhas dele. Eu poderia estar ali surfando. Dá muito medo - disse Maya.



Por: Ana Lyvia Martins / Pranchão / Fish / Aerivs / Dakine em 18/03/2011hs

quinta-feira, 17 de março de 2011

Slackline, a nova febre de 2011


Você já praticou o slackline? Para quem ainda não conhece é uma modalidade de equilíbrio que usa fitas ou cordas de nylon esticadas entre dois pontos. O esporte é a nova febre de 2011. Nas praias brasileiras, em especial, no Rio de Janeiro, onde o esporte já se popularizou, os praticantes esticam o equipamento em árvores a partir de 10 cm do chão.

Assim, como acontece no skate e no surfe, os praticantes inventam manobras e ousam cada vez mais nas acrobacias. . O slackline virou a sensação do momento e pode ser visto por praticantes nas diversas praias do Brasil. Foi dos picadeiros de grandes e pequenos circos que provavelmente nasceu o slackline. Essa nova-antiga modalidade que está contagiando os praticantes de esportes radicais e ganhando as praias.

Vale a pena experimentar e exercitar!

Surf na telinha!


O surf vai ganhar a telinha com o filme “A Onda da Vida”. Os diretores José Augusto Muleta e Raphael Gasparini estão focados na produção dofilme. Tudo começa quando três amigos surfistas partem para uma viagem do Rio de Janeiro em direção a Itacaré (BA), em busca de experiências,ondas perfeitas e novos sonhos. O destino e aventura fazem mudar as vidas dos jovens Joe, Thiago e Caio. No elenco, Omar Docena, Caio Vaze Guilherme Tripa, e um cenário pra lá de especial: a Vila deRegência. A pré-estréia do longa está prevista para o primeiro semestre de 2011. “Estamos na fase de montagem e finalização”, disseram os diretores, nos bastidores do III Vitória Moda Show. Ficamos na expectativa!

Marcelo Bastos leva Oi Vert Jam 2011


O skatista Marcelo Bastos ficou com o medalha de ouro do Oi Vert Jam 2011 no mundial de skate vertical, que aconteceu no Parque dos Patins, na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro. Com duas ótimas voltas, ele desbancou os favoritos, Bob Burnquist, Sandro Dias, o Mineirinho e Alex Perelson, conquistando o campeonato carioca.






O Oi Vert Jam é um evento de skate no Brasil. Sua estrutura é montada no Parque dos Patins na lagoa Rodrigo de Freitas localizada na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

Os atletas adotaram a estratégia de arriscar muito no início da disputa, já que pela fórmula da competição a nota final de cada competidor seria a média das duas melhores voltas. Marcelo, campeão brasileiro em 2008, deixou para trás o Bob Burnquist, em segundo lugar, e Rony Gomes, em terceiro.

Confira a classificação final da etapa carioca:
1 - Marcelo Bastos
2 - Bob Burnquist
3 - Rony Gomes

RIO DE JANEIRO RECEBERÁ WCT EM 2011


Depois de hospedar os melhores surfistas do mundo durante os últimos oito anos, em 2011 acontecerá uma transição no ASP World tour de Santa Catarina para o Rio de Janeiro que está em rápido desenvolvimento em um dos maiores eventos de surf da história.
Além da mudança para a cidade desportiva emocionante e entusiasta do Rio de Janeiro, a Billabong Pro Rio está fazendo história ao oferecer uma bolsa de prêmios inédito de U$ 500.000 para os homens, bem como o evento de mulheres que também bate recorde de U$ 120,000 dólares de prêmio. Antecipando á Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, O Billabong PRO ASP Internacional está trazendo os melhores surfistas do mundo para o Rio de Janeiro em 2011, aproveitando a comunidade desportiva fervorosa e maior atenção nacional com o surf profissional.



Mick Fanning, duas vezes campeão do WCT, disse. “O esporte é uma grande parte da sua cultura e isso pode ser visto na multidão que nos aguarda chegarmos à praia. Estou animado com a volta do Circuito Mundial ao Rio “.
Barra da Tijuca servirá como o principal local para realização do Billabong Pro Rio 2011, utilizando os seus beach breaks como base para os melhores surfistas do mundo, testando os limites de alta performance. O pointbreak histórico esquerdo da Praia da Arpoador servirá como o palco secundário, e o beach breaks do Canto do Recreio serão utilizados caso os ventos não colaborem com os dois primeiros.

Fonte: ASP

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Entrega-Te a Deus


Extraordinária obra com a beleza da escrita e a profundidade do conhecimento da venerável Joanna de Ângelis, psicografada por Divaldo Franco. Perguntas eternas, problemas atuais, desafios vindouros são abordados e elucidados com mestria. Dezenas de temas, acompanhados por mais de 470 notas e 860 entradas no índice, tudo num livro com acabamento luxuoso. Encontre o caminho. Entrega-te a Deus! Confira mais informações sobre a obra no hot site: www.intervidas.com/entregateadeus/lancamento.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


Baseado em instruções de Espíritos Superiores, sempre registradas nos finais dos Capítulos, Kardec explica as máximas morais de Jesus, convidando-nos a vivenciá-las no nosso dia-a-dia. Expondo com clareza e simplicidade à razão e ao coração, é o livro de cabeceira de milhares e milhares de criaturas. A sua Introdução define o objetivo desta obra: abordar exclusivamente o ensinamento moral do Evangelho, pois esse código divino "é, acima de tudo, o caminho infalível da felicidade esperada".

segunda-feira, 14 de março de 2011

Carta das Responsabilidades dos Surfistas Pelo Meio Ambiente


A Carta das Responsabilidades dos Surfistas pelo Meio Ambiente – CRSMA é um documento aberto, plural e diversificado, sem vinculações governamentais ou partidárias, que deve ser criada para:


•Servir como ponto de partida para o aprofundamento da reflexão, do debate democrático de idéias sobre a área socioambiental;


•A formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para ações eficazes, de pessoas, entidades, empresas e movimentos da sociedade civil e redes;


•Articulações de homens e de mulheres das mais diversas origens sócio-culturais, credos, etnias, idades, orientação sexual, profissões, ideologia política ou filosófica, empenhados na construção de uma sociedade justa e igualitária;


•Possibilitar o desenvolvimento sustentável e a proteção dos mares e oceanos;


•Ser um espaço de convergência das pessoas que buscam e desejam lutar por um novo mundo, capaz de respeitar em sua integralidade os direitos humanos, sociais, culturais e ambientais universais.

Desta forma, a proposta da CRSMA, organizará ações como encontros, mobilizações para o engajamento público e audiências para montar um amplo debate sobre quais responsabilidades a comunidade do surf pode assumir frente às questões que dizem respeito sobre o enfrentamento das Mudanças Ambientais Globais nos litorais do mundo e como essas responsabilidades podem se tornar efetivas no cotidiano dos surfistas.

As Estrelas do Mar


Certo dia, um escritor, que costumava caminhar pela praia, em busca de inspiração, observou, ao longe, algo a se movimentar.

Continuou andando na direção daquela sombra até aproximar-se o bastante para perceber que se tratava de um homem.

Quando chegou mais perto notou que ele juntava as estrelas do mar, que haviam ficado presas na areia quente da praia, e as devolvia ao mar.

Só então ele se deu conta de que havia muitas estrelas do mar espalhadas pela praia.

Espantado disse ao homem: Você não percebe que há muitas estrelas do mar por aí? Seu esforço não vale a pena.

Mesmo que você trabalhe vários dias seguidos não conseguiria salvar todas elas. Então, que diferença faz?

O homem, que ainda não havia parado para lhe dar atenção, pegou uma estrela do mar, ergueu-a e, mostrando-a ao escritor disse: Para esta eu fiz diferença.

E, jogando-a ao mar, continuou sua empreitada.

O escritor observou aquele homem por mais alguns instantes e chegou à conclusão de que havia encontrado, naquele gesto simples e desinteressado de um anônimo, a inspiração que buscava.

* * *

Quando nos parecer que um pequeno gesto nobre de nossa parte não faz diferença, lembremo-nos desta singela história.

Pensemos que um único sorriso pode fazer muita diferença para alguém que se encontra desalentado.

Uma palavra de otimismo fará diferença para quem está desesperado.

Um exemplo nobre junto aos filhos, aos familiares, aos amigos, ou àqueles que nos observam de perto, pode fazer muita diferença.

A cada instante nós perdemos excelentes oportunidades de sermos gentis, de perdoarmos, de agirmos com delicadeza, de sermos honestos, sinceros, de calarmos uma ofensa.

E isso tudo, no cômputo geral, faz grande diferença.

Recentemente, lemos a notícia de que é preciso resgatar os valores simples para evitar os males atuais que são a depressão, a ansiedade, o desalento, entre outros.

Essa foi a conclusão a que chegaram os psiquiatras que participaram de um Congresso de Psiquiatria Clínica.

A tão falada e útil globalização, a grande quantidade de informações que chega a cada instante, a disputa pelo poder, a competição desonesta, faz com que nos esqueçamos de ser gente.

Parece mesmo que estamos nos tornando máquinas automatizadas, incapazes de olhar para quem está ao nosso lado, senão como um ferrenho concorrente ou um adversário pertinaz.

Se todos nós repensássemos valores e nos lembrássemos de que somos seres criados para viver em sociedade e que, acima de tudo, somos Espíritos imortais, filhos do mesmo Pai, talvez sofrêssemos menos.

E isso faria diferença.

* * *

Quando percebermos alguém preso nas areias quentes da solidão...

Quando notarmos alguém se debatendo no mar revolto do sofrimento... lembremos que todos somos estrelas do Universo, colocadas lado a lado, pelo Criador, para crescermos juntos.

E, como ensinou o Mestre de Nazaré, não sejamos estrelas apagadas, mas façamos brilhar a nossa luz onde quer que estejamos.

Só então perceberemos o quanto isso faz diferença.



Redação do Momento Espírita.
Em 13.09.2010