domingo, 19 de abril de 2015

O Espiritismo não salva

espiritismo salva
A salvação compete a nós mesmos
O Espiritismo não salva, o Espiritismo não é uma panaceia, uma cura para todos os males. Quem busca soluções fáceis no Espiritismo está no lugar errado.
Aproximadamente um terço da humanidade encarnada é composto de pessoas que se denominam cristãs. Grande parte dessas pessoas, a maioria delas, vê em Jesus o seu salvador. Acreditam que Jesus as salvará. Não percebem, por não conseguirem ou por não quererem, que ninguém, a não ser nós mesmos, pode nos salvar.
Criaram teologias mirabolantes para tentarem explicar como e por que se dá essa salvação de fora para dentro. Muitos acham que nós não temos condições de salvarmos a nós mesmos. Alegam que somos pecadores, que somos maus por natureza, por causa de uma fruta que a Eva deu pro Adão…
E, se nós não temos condições de nos salvarmos por nós mesmos, Deus teria que providenciar um meio externo de nos salvar. Então mandou Jesus, que para alguns é o filho deste mesmo Deus, e para outros, estranhamente, é o próprio Deus que o Deus mandou. Deus mandou Deus morrer na cruz para aplacar a ira de Deus. Ou seja, Deus se sacrificou para Deus.
Ninguém vai nos salvar. Os judeus, no tempo de Jesus, já esperavam o messias, o salvador, há séculos, e continuam esperando até hoje. Dentre os cristãos, há os que acreditam que Jesus voltará, em pessoa, embora a última frase do Evangelho de Mateus seja Jesus dizendo que estará sempre conosco…
A salvação está dentro de nós. Nós nos salvaremos quando estivermos em harmonia com Deus, quando estivermos sintonizados com Jesus, quando praticarmos naturalmente o ensinamento do Cristo.
A solução está em nós. A cura definitiva para os nossos males está dentro de nós mesmos. Somos partículas divinas, o reino de Deus está dentro de nós, ou seja, o nosso próximo estágio evolutivo já existe dentro de nós, em estado latente, em estado embrionário, esperando que nós o desenvolvamos. E esse desenvolvimento depende, única e exclusivamente, de nós mesmos, de nossa própria vontade, de nossas próprias ações.
No meio espírita também é comum encontrarmos pessoas que buscam soluções externas. Muitos procuram o Espiritismo como uma panaceia, como uma solução para os seus problemas, como uma cura para os seus males. Mas o Espiritismo também não salva ninguém. Nenhuma igreja, nenhum líder religioso, nem Jesus, nem ninguém nos salva. Jesus nos ensinou o caminho. Jesus nos legou o Evangelho, com o seu exemplo vivo de amor e trabalho. O Espiritismo se propõe a seguir o ensinamento de Jesus em sua essência. Se aprendermos o que nos é ensinado, se buscarmos dentro de nós o que já sabemos, se praticarmos o que vamos aprendendo, certamente nos salvaremos.
Mas não há soluções fáceis, não há truques, não há mágica. O que há é muito estudo, muita busca por esclarecimento, a interiorização do que aprendemos e a vivência prática, cotidiana, do que sabemos ser o certo. É isso o que nos modifica, pouco a pouco. É isso que nos molda o caráter, e que nos liberta, paulatinamente, da escravidão à matéria, do orgulho, do egoísmo, da vaidade.
Sabendo que a salvação compete a nós mesmos, ao nosso próprio esforço, nos damos conta de que o pouco que vamos adquirindo em conhecimento, e os pequenos avanços morais que conquistamos, são extremamente valiosos para outras pessoas. Se a solução está em nós mesmos, se a cura está dentro de nós, então temos condições de contribuir para o crescimento do próximo. Já não há desculpas de que somos pequenos demais, de que somos pecadores. Sempre podemos contribuir com quem sabe ou tem menos que nós. É nosso dever compartilhar o que sabemos.

sábado, 18 de abril de 2015


O LIVRO DOS ESPÍRITOS

18 de abril de 2015


158 anos de Espiritismo! O Consolador prometido chegava pra transformar o mundo

Capa de uma edição moderna
Hoje, 18 de abril de 2015, lembramos  afetuosamente da publicação da primeira edição de O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec, na capital francesa Paris.

Naquela época, espíritos eram quase que exclusivamente associados ao sobrenatural. O mundo dos espíritos era compreendido apenas por uma elite espiritual e as massas dormiam na ignorância. 

Não que o Espiritismo tenha inventado algo - a reencarnação, vida após a morte, corpo espiritual, etc., tudo isso alguns já sabiam e outros poucos compreendiam há milênios, mas, enquanto humanidade, a ignorância se fazia muito mais forte que qualquer esclarecimento. O próprio cristianismo fora intensamente deturpado e modificado para atender a vaidade e insânia dos líderes religiosos.

Surge, então, no auge do materialismo, sob a ebulição científica vivida na época, o Consolador prometido por Cristo: o Espiritismo. O missionário Allan Kardec, preparado para esta missão por séculos e encarnações consecutivas, executa um dos trabalhos intelectuais mais admiráveis que temos conhecimento.

Kardec usou de sua força moral inabalável, espírito sério e disciplinado para organizar as reuniões mediúnicas mais célebres, provavelmente, que já aconteceram neste planeta, e levar a bilhões de espíritos - encarnados e desencarnados, ontem e hoje e amanhã - a base imortal do conhecimento da realidade espiritual da vida, traduzindo com o bom senso o Evangelho cósmico do Cristo.

Não era e não é mais tempo de cegueira, dogmas irracionais, domínio de consciências, falso moralismo e crenças vulgares... Com as obras de Allan Kardec, uma estrutura irrepreensível se coloca como requisito básico para o espírito faminto de conhecimento.

O Livro dos Espíritos é objetivamente o despertar de uma nova era. Vemos, sem devaneios, perguntas e respostas dignas da mais atenciosa reflexão, com observações valiosas da racionalidade e empatia do mestre lionês.

Deus, o princípio, mundos habitados, reencarnação, vida espiritual, escolha das provas, emancipação da alma, intervenção dos espíritos, as leis divinas, as esperanças e os consolos espirituais... Tais temas e todos os outros são abordados com inédita liberdade e racionalidade, modificando nossos pré-conceitos e ideias errôneas acerca do desconhecido.

O tempo passará e O Livro dos Espíritos continuará atual, sendo necessário recorrermos a sua leitura ainda muitas vezes, assim como as demais obras da Codificação, até que nossa intelectualidade espiritual já tenha guardado de forma vivaz seus conceitos e preceitos, indispensáveis para o saber transcendente             EXPOSIÇÃO ESCRITA: HIAGO FREITAS